Sobre
O Atlas da Mentira é um experimento independente que visa mapear a frequência e distribuição de mentiras ao longo do espectro político brasileiro, de forma neutra e imparcial.
A missão do Atlas é expor apenas informação verificável, sempre seguida de suas fontes, para que o usuário possa verificar de forma independente ao invés de simplesmente confiar no conteúdo.
O sistema por trás do Atlas emula uma agência virtual de checagem de fatos: modelos avançados de IA executam as funções de triagem, checagem de fatos, revisão independente e edição, e o resultado é submetido à aprovação humana antes da publicação no site principal. O trabalho editorial baseado em IA é proposital: busca reduzir a interferência de preferências pessoais e aplicar os mesmos critérios a todas as alegações, independentemente do autor. Isso não garante ausência de erros ou vieses; a possibilidade de conferir as evidências é parte central do método.
O que queremos medir
O projeto procura registrar, ao longo do tempo, quem disse, o que disse, quais evidências sustentam ou contradizem a afirmação e qual a sua relevância pública.
O objetivo não é premiar ou punir uma ideologia, um partido ou um campo político. É aplicar a mesma régua editorial a afirmações equivalentes, independentemente de quem as profira, e permitir que o conjunto de dados revele os padrões que existirem.
Independência e viés
O Atlas da Mentira não representa partido, campanha ou corrente ideológica. A seleção e a avaliação das afirmações devem ser orientadas por critérios como alcance, relevância pública, verificabilidade e impacto — não por afinidade ou oposição política.
Também não tratamos neutralidade como algo garantido por uma declaração de princípios. Viés pode aparecer antes mesmo da checagem, especialmente na escolha do que investigar. Por isso, buscamos reduzi-lo com critérios explícitos, processo consistente e transparência sobre as evidências usadas.
Não confie. Verifique.
A proposta é que cada publicação permita ao leitor refazer o caminho da análise: comprovar que a afirmação foi feita, compreender seu contexto, consultar as fontes e examinar as evidências que sustentam o veredito.
O Atlas da Mentira não pede confiança cega na conclusão. Cada checagem deve apresentar a fundamentação e as referências necessárias para que o leitor confira de onde veio a alegação e por que as evidências sustentam o veredito publicado. Damos preferência a fontes primárias e oficiais quando elas são adequadas ao ponto verificado, e explicitamos limitações relevantes de acesso ou de evidência.
Não buscamos um equilíbrio artificial de quantidade entre lados políticos. Se, aplicando os mesmos critérios, houver mais casos relevantes associados a um grupo do que a outro, o resultado deve refletir os dados encontrados — não uma cota editorial.
Limites do projeto
O Atlas da Mentira não é um censo exaustivo de tudo o que figuras políticas dizem. A cobertura depende do material público disponível, da capacidade de descoberta e dos critérios editoriais de seleção. Os rankings refletem apenas as checagens publicadas dentro desse universo, não uma amostra representativa de todo o debate político.
Também não atribuímos intenção de enganar. Um veredito de Mentira ou Enganosa descreve a relação entre uma proposição e as evidências disponíveis; não é um diagnóstico sobre o caráter ou a intenção de quem falou.
Metodologia aberta
Os critérios de seleção, classificação, evidência, rankings, publicação e correção estão descritos na nossa Metodologia.
Contato
Para dúvidas, sugestões ou outros assuntos relacionados ao Atlas da Mentira, escreva para contato@atlasdamentira.com.