Atlas da Mentira · checagem verificável

São Paulo deixa de receber R$ 2,7 bilhões por ano da União para atendimentos de média e alta complexidade

Os registros permitem confirmar a existência do Teto MAC federal e a complementação estadual, mas não foi possível confirmar ou refutar a cifra de R$ 2,7 bilhões anuais atribuída por Tarcísio à diferença entre produção e financiamento no SUS paulista.

A Deliberação CIB/SP nº 41/2023 estabelece critérios e modelo de cálculo de diferença entre produção e Teto MAC, mas não apresenta o valor alegado de R$ 2,7 bilhões. Em trecho de debate transcrito automaticamente, Tarcísio atribuiu a cifra a reunião ou deliberação da CIB/SP; a gravação não foi diretamente conferida e o repositório oficial de reuniões de 2026 não respondeu à consulta. Uma deliberação específica de fevereiro de 2026 foi acessada, mas cobre apenas pleitos de quatro municípios. A Portaria federal de janeiro de 2026 publica teto anual de R$ 11,61 bilhões para estado e municípios, sem medir a produção aprovada. O Ministério da Saúde contestou o governador usando aumento de R$ 3,8 bilhões em repasses gerais perante outra gestão, comparação diferente da alegada diferença MAC. A SES citou déficit mensal de cerca de R$ 100 milhões sob gestão estadual, com outro recorte. Sem a memória de cálculo comum a ambas as partes, a cifra permanece sem confirmação ou refutação independente.

Qualificações importantes

A reportagem de 11/10/2026 não identifica o ano-base, a memória de cálculo ou o recorte de procedimentos dos R$ 2,7 bilhões. Em entrevista anterior, o governador relacionou o montante à defasagem do teto MAC.

O Teto MAC reúne repasses destinados à gestão estadual e às municipais, inclui incentivos e SAMU e não inclui financiamentos de procedimentos do FAEC; seu valor bruto autorizado não é necessariamente igual aos depósitos líquidos registrados em cada mês.

O gasto adicional do Tesouro paulista é documentado, mas os R$ 4,3 bilhões informados pelo estado como repasses a hospitais em 2024 pela Tabela SUS Paulista não representam, por si, o déficit federal alegado de R$ 2,7 bilhões.

A fala de 11/10 foi examinada na versão em discurso indireto publicada pelo UOL, não em gravação integral. Também não foi obtida uma planilha de cálculo do suposto déficit com a mesma abrangência da afirmação; essa lacuna não é prova de que a insuficiência não exista.

A origem na CIB/SP é atribuída a Tarcísio por transcrição automatizada de trecho de debate, sem conferência direta na gravação. A norma de 2023 e uma deliberação municipal de fevereiro de 2026 foram verificadas, mas não reproduzem o cálculo agregado. O acervo oficial de reuniões de 2026 não carregou, de modo que a falta de demonstrativo acessível não prova inexistência do estudo nem falsidade da cifra.

O Ministério da Saúde alegou aumento de R$ 3,8 bilhões anuais nos repasses gerais à saúde de SP e 61% de participação federal nos recursos ligados à Tabela SUS Paulista. A SES contrapôs que a complementação do programa é custeada pelo Tesouro e citou déficit estadual de cerca de R$ 100 milhões ao mês. Nenhuma dessas medidas usa, de forma demonstrada, o mesmo denominador da diferença MAC estadual e municipal de R$ 2,7 bilhões.

O que foi checado

Tarcísio de Freitas afirmou que o estado de São Paulo deixa de receber R$ 2,7 bilhões por ano do governo federal para atendimentos de média e alta complexidade na saúde, e que o estado e os municípios precisam cobrir essa insuficiência.

Forma
Paráfrase
Atribuição
Tarcísio de Freitas · Atribuição verificada
Função na época
Governador de São Paulo
Data da declaração
11/10/2026
Contexto
Encontro eleitoral com prefeitos e vereadores da região metropolitana de São Paulo, organizado pelo prefeito Ricardo Nunes.

Como a proposição foi normalizada: A reportagem reproduz a alegação indireta; não explicita o critério ou a base de cálculo da diferença anual. O enunciado não se refere a uma transferência federal total ou a todo o orçamento da saúde.

Segundo o governador, São Paulo deixa de receber R$ 2,7 bilhões por ano para atendimentos de média e alta complexidade na saúde, que incluem consultas especializadas, exames e cirurgias. Ele afirmou que a falta desses recursos precisa ser compensada pelos cofres estaduais e municipais.

Contexto original

O que Tarcísio afirmou

Em 11 de outubro de 2026, durante encontro político com prefeitos da Grande São Paulo, Tarcísio de Freitas disse, segundo reportagem do UOL, que o estado deixava de receber R$ 2,7 bilhões por ano para consultas especializadas, exames, cirurgias e outros atendimentos de média e alta complexidade; a insuficiência seria compensada pelos cofres estaduais e municipais. A reportagem registra a alegação em discurso indireto, sem apresentar seu cálculo.

A cifra não surgiu naquele dia. Em debate da Band de 9 de agosto, o governador também estimou em R$ 2,7 bilhões anuais a defasagem do teto de média e alta complexidade (Teto MAC) e alegou que São Paulo realiza muitos procedimentos, mas tem repasse federal por habitante relativamente baixo. A referência anterior permite interpretar a queixa como uma comparação entre o teto e a assistência prestada, e não como alegação de que a União deixou de transferir todo o dinheiro da saúde ao estado.

Uma transcrição automatizada de trecho do debate da Band de agosto, divulgada pelo projeto Ceticismo, registra que Tarcísio atribuiu a uma reunião recente e a uma deliberação da Comissão Intergestores Bipartite paulista (CIB/SP) a diferença de R$ 2,7 bilhões entre produção de procedimentos e Teto MAC recebido por estado e municípios. A íntegra do debate é identificada pelo serviço, mas o trecho não foi conferido diretamente na gravação nesta apuração. A referência é uma pista para localizar o estudo técnico, não prova de que a CIB aprovou esse total nem de que o cálculo está correto.

Explicação

O que os registros federais mostram

A Portaria GM/MS nº 10.146, de janeiro de 2026, registra R$ 11.611.539.932,92 como Teto MAC anual para São Paulo, somando recursos sob gestão estadual e municipal, inclusive o incentivo do Samu. O anexo da portaria de janeiro de 2025 indicava R$ 11.619.251.330,96. Essas são fotografias das dotações brutas publicadas no início de cada ano; não equivalem automaticamente ao total líquido transferido em todo o período, nem revelam, isoladamente, o valor de procedimentos efetivamente realizados.

O Ministério da Saúde informa que o Teto MAC financia atividades ambulatoriais e hospitalares, reúne componentes históricos e incentivos e incorpora remanejamentos pactuados entre governo estadual e municípios. Os procedimentos custeados pelo Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC) ficam fora desse teto e têm outro mecanismo de pagamento por produção aprovada. Somar indiscriminadamente todas as despesas, procedimentos ou fontes de financiamento produziria uma comparação inadequada.

Existe um procedimento formal para examinar pedidos de recomposição do Teto MAC. A Deliberação CIB/SP nº 41, publicada em maio de 2023, prevê comparação, nos 12 meses disponíveis ou em período justificado, entre o teto registrado no SISMAC e a produção aprovada de média e alta complexidade nos sistemas SIA/SIH. Seu anexo manda excluir dos cálculos incentivos do teto e procedimentos financiados pelo FAEC, com tratamento próprio para unidades de orçamentação global; também fornece modelo de planilha. Material técnico do COSEMS/SP explica essa apuração de 'estouro de teto'. As regras sustentam a plausibilidade de haver produção acima do financiamento, mas não demonstram o valor agregado de R$ 2,7 bilhões atribuído à CIB em 2026.

Também há evidência de participação financeira adicional do estado. A Secretaria da Saúde paulista informou que a Tabela SUS Paulista utilizou recursos do Tesouro estadual e repassou R$ 4,3 bilhões a instituições conveniadas em 2024. A informação confirma que o governo estadual complementa pagamentos por serviços do SUS, mas não permite atribuir esse montante, ou parcela específica dele, à diferença anual apontada por Tarcísio.

O Ministério da Saúde contestou a alegação em 24 de setembro. Em nota reproduzida pelo UOL, afirmou que seus repasses anuais gerais para a saúde em São Paulo superam em R$ 3,8 bilhões os da gestão Bolsonaro e que 61% dos recursos ligados à Tabela SUS Paulista vêm de transferências federais. Essa comparação de repasses totais entre governos não mede a diferença entre produção MAC e o teto no ano-base alegado. A porcentagem tampouco prova que o próprio complemento estadual seja financiado pela União: as bases e denominadores não foram apresentados de modo comparável.

Na mesma reportagem, a Secretaria estadual de Saúde disse que a complementação da Tabela SUS Paulista é custeada exclusivamente com recursos do Tesouro estadual e declarou cobrir aproximadamente R$ 100 milhões mensais em procedimentos sob responsabilidade estadual sem correspondente participação federal. Esse recorte estadual não deve ser somado, identificado ou contraposto automaticamente aos R$ 2,7 bilhões que Tarcísio atribui ao conjunto do estado e dos municípios; faltam demonstrativos e critérios de compatibilização.

Contexto e limites

O que falta para verificar a cifra

A pista documental mais próxima é uma possível apresentação ou deliberação da CIB/SP anterior a agosto de 2026. A página oficial de reuniões remete ao repositório Kumo, que não respondeu nesta consulta. Foi possível, porém, consultar deliberações em outros endereços oficiais: a CIB nº 41/2023 institui critérios e modelo de cálculo, enquanto a CIB nº 7, de fevereiro de 2026, aprova quatro pleitos municipais de recomposição de teto, sem tratar de déficit agregado de R$ 2,7 bilhões. Buscas por atas, pautas, deliberações e estudos de teto anteriores a agosto de 2026 não recuperaram a memória desse valor. A indisponibilidade do acervo central não demonstra que o estudo inexista ou que a comissão tenha deliberado sobre a cifra.

Para reproduzir os R$ 2,7 bilhões, seria necessário obter a ata, apresentação ou nota técnica atribuída à CIB/SP e identificar o ano ou período móvel do cálculo, os valores de produção MAC aprovados por gestor e os tetos federais comparáveis, expurgando os incentivos e procedimentos indicados na Deliberação CIB nº 41/2023, bem como tratando remanejamentos e modalidades fora do teto. A portaria de janeiro de 2026, os pleitos locais publicados e o modelo de planilha mostram partes do mecanismo, mas não substituem a memória do total citado pelo governador.

O financiamento federal pelo Teto MAC e a complementação pelo Tesouro paulista estão documentados; é plausível haver produção acima do teto sem que esteja confirmada sua magnitude. A origem alegada na CIB não pôde ser auditada, e o Ministério apresentou contestação baseada em repasses agregados que não resolve a comparação por produção e teto. Portanto, o valor anual de R$ 2,7 bilhões permanece sem confirmação independente nesta apuração; não há base para chamá-lo de falso, dívida federal reconhecida ou repasse ilegalmente retido.

Fontes

  1. Flávio e Tarcísio criticam tratamento de Lula a SP diante de prefeitos Fonte

    UOL · 11/10/2026

    Alegação original

    Contribuição: Fonte contemporânea para autoria, contexto político e teor indireto da declaração de 11 de outubro de 2026.

    • Parágrafo que relata a alegação de R$ 2,7 bilhões: Tarcísio também criticou o governo federal. Segundo o governador, São Paulo deixa de receber R$ 2,7 bilhões por ano...

    Limites: O relato é indireto; gravação integral do discurso não foi acessada nesta verificação.; Foi inspecionada a versão AMP do UOL, correspondente à reportagem vinculada.

    Disponível

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  2. Tarcísio critica repasse federal à saúde de SP e cita perda de R$ 2,7 bi Fonte

    Band · 09/08/2026

    Contexto

    Contribuição: Documenta que o mesmo alegante usou antes a cifra para descrever defasagem do Teto MAC, auxiliando a interpretação mais favorável da proposição.

    • Discussão do Teto MAC no debate de 9 de agosto: Trecho iniciado por 'Tarcísio afirmou que São Paulo está entre os estados...' e fala sobre perda de R$ 2,7 bi.

    Limites: Reportagem não apresenta memória de cálculo e foi utilizada como contexto, não como prova do déficit.; Não substitui a gravação íntegra de 11 de outubro.

    Disponível

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  3. Portaria GM/MS nº 10.146, de 12 de janeiro de 2026: Teto MAC anual Documento

    Ministério da Saúde · 15/01/2026

    Evidência

    Contribuição: Fixa valores brutos anuais iniciais do Teto MAC de SP e explicita financiamento, modalidades fora do teto, transferências e remanejamentos.

    • Artigos 2º a 4º (composição, FAEC e transferência): Arts. 2º–4º
    • Anexo: linha SP Total: SP Total | 11.317.508.075,32 | 294.031.857,60 | 11.611.539.932,92

    Limites: Montantes divulgados em janeiro, sujeitos a atualizações no SISMAC; não medem toda a produção assistencial de 2026.; A própria portaria adverte que a publicação na BVS não substitui o texto do Diário Oficial.

    Disponível

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  4. Portaria GM/MS nº 6.532, de 9 de janeiro de 2025: Teto MAC anual Documento

    Ministério da Saúde · 10/01/2025

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Permite contextualizar os tetos federais publicados no início de 2025 e 2026, sem medir produção ou pagamentos líquidos.

    • Anexo: linha SP Total: SP Total | 11.297.111.354,36 | 322.139.976,60 | 11.619.251.330,96

    Limites: Retrata a alocação de janeiro de 2025, não necessariamente o valor final de 2025 após remanejamentos.; A comparação com 2026 não mede a insuficiência frente a procedimentos realizados.

    Disponível

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  5. Cofinanciamento federal direto: repasses fundo a fundo e análise de estouro do Teto MAC Documento

    COSEMS/SP — Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Orienta comparação entre produção SIA/SIH e financiamento para apurar estouro de teto, distingue tipos de repasse.

    • Página 10 do PDF: Teto MAC, FAEC e incentivos: 10
    • Página 14 do PDF: comparação da produção com valores recebidos: 14

    Limites: Material didático de referência metodológica, não documento que estime ou audite o déficit estadual anual de 2026.; Não apresenta a memória do número de R$ 2,7 bilhões.

    Disponível

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  6. Tabela SUS Paulista: SP aumenta repasses para hospitais em 80% e supera R$ 4 bilhões Fonte

    Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo · 01/04/2025

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Evidencia complementação estadual da remuneração a instituições conveniadas, sem demonstrar a alegada lacuna de R$ 2,7 bilhões.

    • Abertura: R$ 4,3 bilhões transferidos em 2024 e recursos do Tesouro: Parágrafos que começam 'Anunciada no primeiro ano...' e 'A iniciativa inédita...'

    Limites: Comunicação do próprio governo estadual, interessado no tema.; Os R$ 4,3 bilhões referem-se a desembolsos no programa em 2024, não a uma mensuração direta de insuficiência do Teto MAC federal.

    Disponível

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  7. Fala atribuída a Tarcísio sobre CIB/SP e R$ 2,7 bilhões — transcrição automatizada Fonte

    Ceticismo

    Contexto

    Contribuição: Pista contextual para investigar a origem da estimativa em documentos da CIB/SP, e não comprovação de que a comissão aprovou o montante.

    • Transcrição do trecho sobre a CIB/SP: Tarcísio diz que recentemente houve reunião e deliberação da CIB/SP e atribui R$ 2,7 bilhões ao contraste entre o teto MAC recebido e produção.

    Limites: Transcrição gerada/classificada por inteligência artificial; o audiovisual integral não foi conferido.; O conteúdo é fala do governador, não ata, deliberação publicada ou memória de cálculo da CIB.

    Disponível

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  8. Comissão Intergestores Bipartite de São Paulo — Reuniões de 2026 Documento

    Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Identifica a localização oficial do acervo de reuniões de 2026, potencial fonte primária do cálculo atribuído à CIB; documento deliberativo alegado não foi recuperado.

    • Reuniões CIB 2026 — link de acesso: Repositório externo público kumo.saude.sp.gov.br/public/cib-2026 indicado na página oficial; link não respondeu.

    Limites: Página é índice de acesso e não atesta cifra, evento ou consenso sobre R$ 2,7 bilhões.; Buscas direcionadas por atas, pautas, apresentações, deliberações e 'teto MAC' da CIB/SP anteriores a agosto de 2026 não localizaram demonstrativo consolidado com esse valor.; Inacessibilidade momentânea do acervo não prova ausência de ata ou cálculo.

    Disponibilidade parcial — A página oficial apresenta ligação 'Reuniões CIB 2026' para https://kumo.saude.sp.gov.br/public/cib-2026, mas a consulta ao repositório público encontrou timeout. Não foram lidas atas nem apresentações a partir desse endereço.

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  9. Ministério rebate Tarcísio e diz que Lula investe mais que Bolsonaro em SP Fonte

    UOL — redação · 24/09/2026

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Traz contestação direta e simultânea do Ministério da Saúde e esclarecimento da SES sobre complemento estadual; revela diferentes escopos de comparação.

    • O que disse o governo: 24/09/2026: Ministério da Saúde diz que repassa anualmente R$ 3,8 bilhões a mais a SP do que a gestão Bolsonaro; declara que 61% dos recursos da Tabela SUS Paulista são federais.
    • O que diz o governo de São Paulo: 24/09/2026: SES afirma que a complementação da Tabela SUS Paulista é integralmente custeada pelo Tesouro e que cobre um déficit de R$ 100 milhões mensais em procedimentos estaduais não correspondidos pela União.

    Limites: Os cálculos por trás de R$ 3,8 bilhões anuais, 61% e R$ 100 milhões/mês não são demonstrados em planilha auditável na reportagem.; Repasses gerais federais, participação na remuneração de prestadores e complementação exclusiva estadual não são automaticamente comparáveis ao alegado déficit do conjunto Estado-municípios no teto MAC.

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  10. Deliberação CIB/SP nº 41, de 26 de maio de 2023 — critérios para pleitos de aumento de Teto MAC Documento

    Comissão Intergestores Bipartite de São Paulo / Secretaria de Estado da Saúde · 29/05/2023

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Norma primária da CIB que explicita a metodologia e a exigência de memória de cálculo para pedidos de aumento do teto; sustenta a avaliação do tipo de documento necessário para testar a cifra.

    • Páginas 1–3, arts. 1º–2º e Anexo I: período, fontes, exclusões de FAEC e incentivos: 1–3
    • Página 3, Anexo II: planilha-modelo SISMAC, incentivos, SIH, SIA e diferença: 3

    Limites: É regra metodológica de 2023, não ata ou demonstrativo consolidado de R$ 2,7 bilhões em 2026.; O documento não permite inferir, por si, que houve deliberação da CIB sobre a cifra citada pelo governador.

    Disponível

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  11. Deliberação CIB/SP nº 7, de 13 de fevereiro de 2026 — quatro pleitos municipais de recomposição do teto Documento

    Comissão Intergestores Bipartite de São Paulo / Secretaria de Estado da Saúde · 18/02/2026

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Demonstra a existência de deliberações específicas de teto em 2026 recuperáveis fora do repositório Kumo e delimita que esse documento pontual não é o consolidado alegado.

    • Página única: pedidos de Canitar, Morungaba, São Pedro e Jacareí: 1

    Limites: Contém apenas quatro pedidos de municípios específicos; não é balanço anual da totalidade das redes estadual e municipais nem cópia da alegada deliberação de agosto.; Não há fundamento para interpretar a ausência da cifra nesta deliberação como prova de que nenhuma outra a contenha.

    Disponível

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Publicação responsável: Atlas da Mentira.

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