Atlas da Mentira · checagem verificável

Quatro ex-secretários de Cláudio Castro foram presos em casos ligados ao crime organizado

A afirmação é sustentada em sua leitura factual comum. É possível identificar quatro pessoas que exerceram secretarias na gestão Cláudio Castro e foram presas em casos com conexões, suspeitas ou acusações diretamente relacionadas a organizações criminosas: Raphael Montenegro, Allan Turnowski, Alessandro Carracena e Rodrigo Bacellar. Isso não significa que os quatro tenham sido condenados por integrar facções ou organizações criminosas; os casos estavam em estágios processuais diferentes e algumas imputações foram rejeitadas ou ainda estavam em curso.

A contagem de quatro é sustentável e cada nome tem uma conexão documental relevante com crime organizado. Montenegro foi preso em investigação sobre tratativas envolvendo lideranças do Comando Vermelho e, em uma frente estadual distinta, o MPRJ alegou relação próxima e acordo político com Abelha; Turnowski foi denunciado por integrar organização criminosa ligada ao jogo do bicho; Carracena tornou-se réu por organização criminosa majorada e corrupção em esquema ligado ao Comando Vermelho; e Bacellar, que registros oficiais identificam como secretário de Governo, foi preso sob suspeita de participação em organização criminosa e tornou-se réu por obstrução de investigação de organização criminosa armada. A Agência Lupa contou três secretários e não incluiu Bacellar em sua lista, mas a reconstrução independente da checagem inclui Bacellar porque seu exercício da Secretaria de Governo e sua prisão estão documentados separadamente. A ressalva necessária é probatória: prisão, investigação e denúncia não equivalem a condenação definitiva.

Qualificações importantes

A contagem confirma quatro ex-secretários presos em casos com alegações ou evidências que os relacionavam a organizações criminosas. Isso não equivale a quatro condenações: prisão preventiva, investigação, denúncia e contato ou apoio alegado têm pesos probatórios diferentes.

O quadro de Raphael Montenegro tem duas frentes distintas. A imputação federal de associação para o tráfico foi rejeitada e a ação remanescente foi trancada em 2022. Separadamente, o MPRJ investigou a soltura de Abelha e, em 2024, denunciou Montenegro por corrupção, alegando acordo em troca de apoio político e relação próxima com o traficante e familiares. A denúncia estadual foi rejeitada em 2025 por excesso de prazo e o MPRJ recorreu. A apuração não localizou decisão posterior sobre esse recurso até o corte.

Em 2022, o MPRJ também abriu procedimento eleitoral a partir de notícia de que Montenegro recebia apoio direto e pessoal de Abelha, que teria orientado mototaxistas de área sob seu domínio a votar nele. A portaria documenta a alegação e a investigação, não uma conclusão de mérito.

  • Portaria de Instauração de Procedimento Preparatório Eleitoral nº 04/2022 Notícia de apoio eleitoral de Abelha: A portaria registra notícia de possível abuso de poder político e econômico segundo a qual Raphael Montenegro estaria recebendo apoio direto e pessoal do traficante Abelha, que teria determinado a mototaxistas de área sob seu domínio que votassem no candidato.

Turnowski foi denunciado por organização criminosa ligada ao jogo do bicho, mas na data da sabatina não havia condenação definitiva registrada nesta apuração. Em fevereiro de 2026, o STF suspendeu a ação e determinou remessa ao Órgão Especial do TJRJ; em 11 de setembro, a Lupa registrava que ele respondia ao processo em liberdade.

Bacellar foi preso sob suspeita de participação em organização criminosa e, depois, tornou-se réu por obstrução de investigação de organização criminosa armada. A acusação recebida em agosto de 2026 não é uma condenação por integrar o Comando Vermelho.

A frase usa 'teve'. A contagem não exige quatro integrantes simultaneamente no governo ou na prisão e não afirma que todos foram presos enquanto exerciam as secretarias. Bacellar conta pelo cargo executivo que ocupou em 2021.

Cada pessoa entra uma vez, mesmo quando houve nova prisão ou novo mandado. Subsecretários não são usados para completar o número quatro.

A frase foi conferida na publicação da Agência Lupa, não no áudio integral da sabatina. O inventário dos quatro nomes é uma reconstrução independente e não a autenticação de uma lista apresentada por Paes.

  • Em sabatina, Ruas e Paes omitem processos e tiram de contexto dados sobre o Rio Fala sobre quatro secretários e contagem divergente da Lupa: Reproduz a afirmação de Eduardo Paes de que o governo do PL no Rio teve quatro secretários presos 'com ligações com o crime organizado' e, na análise, afirma que três secretários e dois subsecretários foram presos, sem incluir Rodrigo Bacellar na lista.
O que foi checado

O governo de Cláudio Castro teve quatro secretários ou ex-secretários presos com ligações com o crime organizado.

Forma
Paráfrase
Atribuição
Eduardo Paes · Atribuição verificada
Função na época
candidato ao governo do Rio de Janeiro
Data da declaração
11/09/2026
Contexto
Sabatina de Eduardo Paes promovida por O Globo, Extra, Valor e CBN.

Como a proposição foi normalizada: A formulação é preservada como paráfrase porque o áudio/vídeo integral da sabatina não foi inspecionado. A leitura factual mais natural de “com ligações com o crime organizado” é que as prisões e os casos tinham conexões, suspeitas ou acusações documentadas envolvendo organizações criminosas; ela não exige que os quatro tivessem condenação definitiva nem que todos fossem acusados do mesmo delito. Uma leitura mais forte, de quatro vínculos criminosos judicialmente comprovados, iria além das fontes e por isso não é adotada. As diferenças de estágio processual permanecem explícitas como qualificações.

Limite de atribuição: A atribuição é sustentada por duas preservações contemporâneas publicadas em 11/09/2026: a checagem conjunta de g1, O Globo, Extra, Valor e CBN e a Agência Lupa. O áudio/vídeo integral original da sabatina não foi localizado nem inspecionado nesta apuração. As preservações divergem apenas entre 'ligação ao crime organizado' e 'ligações com o crime organizado', sem mudança material de sentido.

Contexto original

O que a declaração afirma

Na sabatina de 11 de setembro de 2026, preservações publicadas no mesmo dia por g1/O Globo/Extra/Valor/CBN e pela Agência Lupa atribuem a Eduardo Paes a afirmação de que o governo do PL no Rio teve quatro secretários presos com ligação ou ligações com o crime organizado. O áudio/vídeo integral original da sabatina não foi localizado por esta apuração. A Lupa reproduziu a frase, mas em sua própria contagem listou três secretários e dois subsecretários. Esta checagem refez o universo nominalmente e chega a quatro secretários ou ex-secretários porque Rodrigo Bacellar também exerceu a Secretaria de Governo, fato registrado oficialmente pelo governo estadual, e depois foi preso em apurações relacionadas a organizações criminosas.

Explicação

Quatro ex-secretários entram na contagem, com situações processuais diferentes

Raphael Montenegro. O MPRJ o identificava em 2021 como secretário de Administração Penitenciária. Em agosto daquele ano, o TRF2 determinou sua prisão temporária em investigação que atribuía à cúpula da pasta negociações para favorecer integrantes do Comando Vermelho, inclusive a transferência de lideranças para presídios do Rio. Essa era uma suspeita concreta relacionada à facção, não uma conclusão definitiva.

O caso de Montenegro exige separar duas frentes. Na esfera federal, a Justiça rejeitou em 2021 a imputação de associação para o tráfico e o TRF2 trancou em 2022 a ação penal remanescente por ausência de justa causa e atipicidade. Mas havia também uma investigação estadual distinta sobre a soltura de Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, liderança do Comando Vermelho. Em 2024, o GAECO/MPRJ denunciou Montenegro e Abelha por corrupção e alegou que a soltura teria integrado um acordo em troca de apoio político, citando áudios que indicariam relação próxima entre o ex-secretário, o traficante e familiares. A denúncia estadual foi rejeitada em 2025 por excesso de prazo, e a Promotoria recorreu. Assim, os desfechos federais não encerram o quadro de evidência sobre relações alegadas com o crime organizado, mas tampouco transformam a acusação estadual em fato judicialmente comprovado.

Allan Turnowski. O registro institucional do MPRJ confirma que ele era secretário de Polícia Civil. Em setembro de 2022, o MPRJ informou que uma denúncia já recebida o acusava de integrar organização criminosa ligada ao jogo do bicho. O caso continuava sem condenação definitiva na data da fala: em fevereiro de 2026, o STF suspendeu a ação e determinou que ela seguisse para o Órgão Especial do TJRJ; em 11 de setembro, a Lupa registrava que Turnowski negava as acusações e respondia ao processo em liberdade.

Alessandro Pitombeira Carracena. Em 10 de setembro de 2026, véspera da fala, o MPF o identificou como ex-secretário estadual de Esportes e informou que o TRF2 havia recebido denúncia contra ele na Operação Zargun. A acusação atribuía a Carracena organização criminosa majorada e corrupção passiva dentro de um esquema que o MPF descreve como ligado ao Comando Vermelho. O STJ já havia mantido sua prisão preventiva em julgamento cautelar, sem decidir a culpa.

Rodrigo Bacellar. O governo do estado o registrava como titular da Secretaria de Governo na gestão Cláudio Castro. O STF informa que Bacellar havia sido preso preventivamente em novembro de 2025 sob suspeita de participação em organização criminosa e voltou a ter prisão preventiva decretada em março de 2026. Em agosto, a Primeira Turma recebeu denúncia contra ele por obstrução de investigação de organização criminosa armada, baseada na suspeita de vazamento de informações para frustrar medidas da Operação Zargun.

No caso de Bacellar, a acusação recebida até a sabatina era de obstrução de investigação envolvendo organização criminosa armada, e não uma sentença que o declarasse integrante do Comando Vermelho. A defesa negou atuação para embaraçar investigações ou beneficiar organizações criminosas. Assim, sua prisão entra na contagem de casos com suspeitas relacionadas ao crime organizado, mas não autoriza converter a suspeita em vínculo comprovado.

Contexto e limites

Por que a frase é sustentada — e o que ela não prova

A leitura mais natural de “com ligações” é a de que os casos que levaram às prisões tinham conexão documentada com organizações criminosas — por investigação, acusação, tratativa, contato ou apoio alegado —, e não a de que havia quatro condenações definitivas. Nessa leitura, a contagem é sustentada sem recorrer a subsecretários: Montenegro foi preso em investigação sobre tratativas com o Comando Vermelho e depois teve relação e apoio político de Abelha alegados pelo MPRJ; Turnowski foi denunciado por integrar organização criminosa ligada ao jogo do bicho; Carracena tornou-se réu por organização criminosa em esquema ligado ao Comando Vermelho; e Bacellar foi preso sob suspeita de participação em organização criminosa e virou réu por obstrução de investigação de organização criminosa armada.

Uma leitura mais forte — a de que Paes teria afirmado quatro vínculos criminosos judicialmente comprovados — não é sustentada e iria além do que os processos permitiam afirmar. A ação federal de Montenegro foi encerrada, enquanto a denúncia estadual posterior sobre Abelha foi rejeitada por excesso de prazo e teve recurso do MPRJ; Turnowski seguia respondendo ao processo sem condenação definitiva; Carracena era réu; e Bacellar era réu por obstrução, não condenado como integrante do Comando Vermelho. Essas diferenças são qualificações materiais do que “ligações” pode significar, mas não contradizem a leitura factual comum da frase sobre quatro ex-secretários presos em casos relacionados ao crime organizado.

Método

Como a contagem foi feita

Para cada nome, a checagem separou quatro perguntas: se exerceu uma secretaria estadual na gestão Castro, se foi efetivamente preso, qual era a evidência de relação ou acusação envolvendo crime organizado e qual era o estágio processual dessa evidência. Cada pessoa conta uma única vez, mesmo quando houve mais de uma prisão. A contagem é histórica e não exige que a prisão tenha ocorrido enquanto a pessoa ainda exercia a pasta.

Para preservar a formulação atribuída a Paes, foram usadas duas transcrições contemporâneas da sabatina: a checagem conjunta de g1/O Globo/Extra/Valor/CBN e a Agência Lupa. O áudio/vídeo integral original não foi localizado nem inspecionado; por isso, ele é registrado separadamente como fonte original indisponível. A Lupa reproduziu a afirmação, mas contou três secretários e dois subsecretários. Esta checagem não importou essa contagem: refez o inventário e incluiu Rodrigo Bacellar porque o próprio governo estadual o registrava como secretário de Governo e o STF documenta sua prisão e as apurações ligadas a organizações criminosas. Para os demais nomes, foram priorizados registros institucionais do MPRJ, TRF2, STJ e MPF sobre cargos, prisões, acusações, investigações e decisões. Reportagens são usadas para decisões ou recursos quando a fonte oficial equivalente não estava disponível; os vereditos de outros checadores não são usados como autoridade.

Fontes

  1. Sabatina de Eduardo Paes ao governo do Rio — O Globo, Extra, Valor e CBN Gravação

    O Globo, Extra, Valor e CBN · 11/09/2026

    Alegação original

    Contribuição: É a comunicação original à qual a declaração é atribuída; sua indisponibilidade é tratada separadamente das preservações jornalísticas efetivamente inspecionadas.

    Limites: Áudio/vídeo integral não inspecionado.; Sem URL original registrada porque nenhum endereço acessível do registro integral foi localizado nesta apuração.

    Indisponível — A entrevista foi transmitida ao vivo em 11/09/2026, mas esta apuração não localizou nem inspecionou o áudio/vídeo integral original em endereço acessível. A formulação é preservada por transcrições contemporâneas da Agência Lupa e da checagem conjunta de g1, O Globo, Extra, Valor e CBN.

  2. Em sabatina, Ruas e Paes omitem processos e tiram de contexto dados sobre o Rio Documento

    Agência Lupa · 11/09/2026 · Texto consultado em 6/10/2026, publicado às 18h de 11/9.

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Preserva uma formulação contemporânea da declaração, oferece contexto processual sobre Turnowski e registra evidência contrária relevante: sua própria análise conta três secretários e dois subsecretários. Esta checagem não adota esse veredito como autoridade e resolve a divergência por reconstrução independente, incluindo Bacellar com documentação oficial do cargo e documentação judicial da prisão.

    • Fala sobre quatro secretários e contagem divergente da Lupa: Reproduz a afirmação de Eduardo Paes de que o governo do PL no Rio teve quatro secretários presos 'com ligações com o crime organizado' e, na análise, afirma que três secretários e dois subsecretários foram presos, sem incluir Rodrigo Bacellar na lista.
    • Distinção de cargos: Identifica Sandro Farias Gimenes e Wellington Nunes da Silva como subsecretários, que não entram na reconstrução desta contagem de quatro secretários/ex-secretários.
    • Situação processual de Allan Turnowski em 11/09/2026: A Lupa registra no dia da sabatina que Turnowski negava as acusações e respondia ao processo em liberdade.

    Limites: Preservação jornalística contemporânea da fala, não a gravação original da sabatina.; Não houve conferência do áudio/vídeo integral original.; O inventário desta apuração foi refeito independentemente; o veredito da Lupa não é usado como evidência.; A contagem de três secretários diverge da reconstrução independente desta checagem porque a lista apresentada pela Lupa não inclui Rodrigo Bacellar, embora haja documentação oficial de que ele exerceu a Secretaria de Governo.

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  3. Veja o que é #FATO ou #FAKE na entrevista de Eduardo Paes a 'O Globo', 'Extra', 'Valor' e CBN Documento

    g1, O Globo, Extra, Valor e CBN · 11/09/2026

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Fornece uma segunda preservação contemporânea e mais ampla da fala e de seu contexto, independente da transcrição da Agência Lupa.

    • Transcrição da fala sobre quatro secretários: Reproduz a declaração como: 'O governo do PL no Rio teve quatro secretários presos com ligação ao crime organizado' e, na sequência, explicita os cargos usados por Paes para compor a contagem.
    • Contexto da entrevista: Registra que Eduardo Paes foi entrevistado em 11/09/2026 por O Globo, Extra, Valor e CBN, em sabatina iniciada às 10h30 e com 1h30 de duração.

    Limites: É uma preservação editorial contemporânea da declaração, não o áudio/vídeo integral original.; A classificação #FATO do veículo não é adotada como evidência do veredito desta checagem.

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  4. MPRJ, TJRJ, Defensoria Pública e Estado celebram cooperação para audiências de custódia Documento

    Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro · 01/07/2021

    Evidência

    Contribuição: Confirma em registro institucional contemporâneo que Turnowski e Montenegro exerciam secretarias estaduais.

    • Identificação dos signatários: Identifica Allan Turnowski como secretário de Polícia Civil e Raphael Montenegro Hirschfeld como secretário de Administração Penitenciária.

    Limites: O documento confirma cargos, não trata das acusações posteriores.

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  5. TRF2 determina prisão temporária do secretário de administração penitenciária do Rio de Janeiro Documento

    Tribunal Regional Federal da 2ª Região · 17/08/2021

    Evidência

    Contribuição: Comprova a prisão e mostra que ela decorreu de suspeitas diretamente relacionadas ao Comando Vermelho.

    • Prisão temporária e objeto da investigação: Registra a prisão temporária de Raphael Montenegro em 17/08/2021 e descreve suspeitas de intercessão pelo retorno de integrantes do Comando Vermelho ao Rio e de tratativas envolvendo lideranças da facção.

    Limites: A notícia descreve hipóteses investigativas que motivaram medida cautelar, não fatos definitivamente provados.

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  6. Justiça tranca ação penal contra Montenegro, ex-secretário de Administração Penitenciária Documento

    O Dia · 23/03/2022

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Documenta o trancamento da ação penal remanescente em 2022; não é usada para provar a rejeição anterior da imputação de associação para o tráfico.

    • Trancamento da ação penal: Informa que a 1ª Turma Especializada do TRF2 trancou, em março de 2022, a ação penal remanescente contra Raphael Montenegro por ausência de justa causa e atipicidade das condutas analisadas.

    Limites: É reportagem sobre decisão judicial, não a íntegra do acórdão.; O texto sustenta o trancamento e seus fundamentos gerais; a rejeição anterior da acusação de associação para o tráfico é sustentada por fonte separada.

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  7. MPRJ realiza operação para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra organização criminosa formada por delegados de polícia e banqueiros do jogo do bicho Documento

    Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro · 09/09/2022

    Evidência

    Contribuição: Comprova que a prisão de Turnowski estava diretamente vinculada a acusação formal de participação em organização criminosa.

    • Denúncia e prisão de Allan Turnowski: Informa que denúncia recebida acusava Allan Turnowski e outros de integrar organização criminosa ligada ao jogo do bicho e que foi decretada prisão preventiva.

    Limites: É comunicação do órgão acusador sobre denúncia recebida; não equivale a condenação.

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  8. AgRg no Habeas Corpus nº 1.039.587/RJ (2025/0377595-6) Documento

    Superior Tribunal de Justiça · 01/06/2026 · Acórdão e relatório em PDF, com páginas relevantes conferidas também por imagem.

    Evidência

    Contribuição: Comprova a custódia de Carracena e delimita o caráter cautelar da decisão.

    • Ementa: Identifica Alessandro Pitombeira Carracena como preso e examina prisão preventiva em investigação por organização criminosa, sem julgamento definitivo do mérito.
    • Argumentos defensivos: Registra argumentos da defesa sobre suficiência das provas, risco e medidas cautelares alternativas.

    Limites: Julgamento cautelar, não sentença de condenação.

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  9. Ex-deputado TH Joias e mais quatro acusados pelo MPF tornam-se réus por corrupção e outros crimes no RJ Documento

    Ministério Público Federal — PRR da 2ª Região · 10/09/2026

    Evidência

    Contribuição: Documenta cargo, prisão e acusação formal de Carracena no corte temporal imediatamente anterior à fala.

    • Cargo anterior e manutenção da preventiva: Identifica Alessandro Pitombeira Carracena como ex-secretário estadual de Esportes e registra a manutenção da prisão preventiva.
    • Crimes atribuídos: Atribui a Carracena organização criminosa majorada e corrupção passiva dentro de esquema que a notícia descreve como ligado ao Comando Vermelho.

    Limites: Comunicação do órgão acusador; denúncia recebida não equivale a condenação.

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  10. Castro nomeia novo secretário de Governo, retorna com antiga secretaria e cria nova pasta Documento

    O Dia · 28/05/2021

    Evidência

    Contribuição: Demonstra que Bacellar pertence ao universo de pessoas que exerceram secretarias da administração Castro.

    • Nomeação de Rodrigo Bacellar: Informa a nomeação de Rodrigo Bacellar para a Secretaria de Estado de Governo em maio de 2021.

    Limites: Reportagem contemporânea; o ato do Diário Oficial não foi diretamente inspecionado nesta apuração.

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  11. Relator decreta prisão preventiva do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar Documento

    Supremo Tribunal Federal — comunicação institucional · 27/03/2026

    Evidência

    Contribuição: Comprova prisão de Bacellar e a relação das suspeitas que motivaram a medida com organizações criminosas.

    • Prisões e objeto das apurações: Registra prisão preventiva decretada em março de 2026 por indícios de vazamento e obstrução de investigações sobre organizações criminosas e informa que Bacellar já havia sido preso em novembro de 2025 por suspeita de participação em organização criminosa.

    Limites: Decisão preventiva e suspeitas não equivalem a condenação.

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  12. STF aceita denúncia contra ex-deputados estaduais Rodrigo Bacellar e TH Joias Documento

    Supremo Tribunal Federal — comunicação institucional · 20/08/2026

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Atualiza o estágio processual de Bacellar antes da sabatina e delimita a acusação efetivamente recebida.

    • Denúncia recebida e alcance da acusação: Informa que Bacellar se tornou réu por obstrução de investigação de organização criminosa armada e descreve suspeita de vazamento de informações para frustrar medidas contra TH Joias e outros investigados ligados ao Comando Vermelho.

    Limites: Recebimento de denúncia não é sentença nem prova definitiva de participação em organização criminosa.

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  13. PF faz nova fase de operação sobre ligação de políticos com CV Documento

    CNN Brasil — Elijonas Maia · 02/07/2026

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Corrobora a custódia e preserva a posição defensiva de Bacellar.

    • Custódia já existente: Identifica Bacellar entre os alvos e informa que ele já estava preso.
    • Manifestação dos advogados: Registra negativa da defesa de atuação para embaraçar investigações ou beneficiar organizações criminosas.

    Limites: Reportagem sobre fase posterior de operação; não é usada para ampliar a imputação além do que consta nas fontes judiciais.

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  14. Justiça rejeita parte da denúncia contra ex-secretário do Rio que negociou com traficantes Documento

    Folha de S.Paulo — Painel · 16/12/2021

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Sustenta diretamente o fato exculpatório que faltava: a imputação mais diretamente ligada ao crime organizado foi rejeitada em primeira instância antes do posterior trancamento da ação remanescente.

    • Rejeição da imputação de associação para o tráfico: Registra que a 3ª Vara Federal Criminal rejeitou a denúncia contra Raphael Montenegro pelo crime de associação para o tráfico; o juiz entendeu que os diálogos não permitiam concluir que ele tinha intenção real de contribuir com o tráfico de drogas ou com facções criminosas.

    Limites: É reportagem jornalística sobre a decisão, não a íntegra da decisão judicial.

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  15. STF suspende ação contra ex-secretário Allan Turnowski; caso ficará com TJRJ Documento

    O Dia · 11/02/2026

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Fornece contexto processual atualizado em 2026 e mostra que o caso permanecia sem julgamento definitivo de mérito; o status exatamente na data da sabatina é corroborado pela Lupa.

    • Ação suspensa e remessa ao TJRJ: Registra que a Segunda Turma do STF suspendeu a ação penal em que Turnowski era acusado de participação em organização criminosa ligada ao jogo do bicho e determinou que o caso seguisse para o Órgão Especial do TJRJ; informa também que ele estava em liberdade desde agosto de 2025.

    Limites: É reportagem sobre decisão do STF, não a íntegra do acórdão.; O estado processual de 11/09/2026 é complementado por fonte contemporânea do próprio dia.

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  16. GAECO/MPRJ denuncia ex-secretário da SEAP e o traficante Abelha por corrupção Documento

    Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro · 20/12/2024

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Acrescenta uma frente estadual distinta da ação federal trancada em 2022 e fornece a evidência mais direta de alegação de relação e apoio político entre Montenegro e uma liderança do Comando Vermelho.

    • Denúncia estadual de 2024: O GAECO/MPRJ denunciou Raphael Montenegro e Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, por corrupção passiva e ativa, alegando que Montenegro facilitou a soltura do traficante em julho de 2021 mesmo com mandado de prisão em aberto.
    • Alegação de acordo e apoio político: Segundo a denúncia, a soltura teria integrado acordo ilícito pelo qual Abelha e a facção ofereceriam apoio político a Montenegro; o MPRJ afirma que áudios apontavam estreita relação entre o ex-secretário, o traficante e familiares e evidenciavam apoio nas eleições de 2022.

    Limites: É comunicação do órgão acusador sobre uma denúncia; não equivale a condenação nem, por si só, prova definitivamente os fatos alegados.; A denúncia foi posteriormente rejeitada em primeira instância por excesso de prazo, segundo reportagem da Folha; o MPRJ recorreu.

    Disponível

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  17. MPRJ cumpre mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário Raphael Montenegro e ex-dirigentes da Seap Documento

    Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro · 21/10/2021

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Documenta que a relação com Abelha era objeto de uma investigação estadual própria, distinta do caso federal sobre transferências de presos.

    • Investigação estadual sobre Abelha: O MPRJ informou que investigava se Montenegro recebeu vantagem ilícita para autorizar a soltura de Abelha, liderança do Comando Vermelho; relatou imagens e informes de cumprimento entre ambos após a soltura, encontro posterior na Mangueira e informações de visitas habituais ao traficante na prisão.

    Limites: A notícia descreve elementos de uma investigação e não uma conclusão judicial definitiva.

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  18. Deputado do PL do Rio nomeia ex-secretário suspeito de negociar com chefes do CV Documento

    Folha de S.Paulo · 15/03/2025

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Qualifica a denúncia estadual de 2024 com seu desfecho processual conhecido: rejeição por fundamento de prazo e recurso do Ministério Público.

    • Rejeição da denúncia estadual e recurso do MPRJ: A Folha informou em março de 2025 que a denúncia estadual apresentada em dezembro de 2024 contra Montenegro e Abelha havia sido rejeitada por excesso de prazo e que a Promotoria recorreu da decisão.

    Limites: É reportagem sobre decisão e recurso, não a íntegra dos autos.; A apuração desta checagem não localizou, nas fontes consultadas, decisão posterior sobre o recurso até o corte de 11 de setembro de 2026; por isso não se presume que a denúncia tenha sido recebida.

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  19. Portaria de Instauração de Procedimento Preparatório Eleitoral nº 04/2022 Documento

    Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro · 2022

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Corrobora que a relação alegada entre Montenegro e Abelha incluía apoio eleitoral direto, além das suspeitas criminais.

    • Notícia de apoio eleitoral de Abelha: A portaria registra notícia de possível abuso de poder político e econômico segundo a qual Raphael Montenegro estaria recebendo apoio direto e pessoal do traficante Abelha, que teria determinado a mototaxistas de área sob seu domínio que votassem no candidato.

    Limites: A portaria instaura procedimento a partir de notícia de fato e não estabelece os fatos como provados.; É usada para documentar que a alegação de apoio eleitoral direto já havia sido formalmente registrada, não como decisão de mérito.

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  20. Governador Cláudio Castro dá posse ao novo secretariado com a missão de continuar o trabalho de reconstrução do estado Documento

    Governo do Estado do Rio de Janeiro — Casa Civil · 02/01/2023

    Evidência

    Contribuição: Confirma em fonte oficial estadual que Rodrigo Bacellar exerceu a Secretaria de Governo na gestão Cláudio Castro, resolvendo a divergência de contagem com a Agência Lupa.

    • Rodrigo Bacellar na Secretaria de Governo: Na relação dos titulares que continuavam à frente de suas pastas, o governo estadual identifica Rodrigo Bacellar como responsável pela Secretaria de Governo.

    Limites: A página confirma o exercício do cargo e não trata da prisão ou das acusações posteriores.

    Disponível

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Responsabilidade e transparência

Publicação responsável: Atlas da Mentira.

  • Não houve contato com Eduardo Paes, partidos ou defesas nesta apuração.
  • A declaração foi conferida no registro da Agência Lupa, não no áudio integral; seu veredito não foi importado.
  • A contagem foi reconstruída com quatro nomes, sem incluir subsecretários ou duplicar pessoas com mais de uma prisão.
  • As diferentes condições de acesso a textos processuais, notícias institucionais indexadas e reportagens estão descritas nas fontes.

Metodologia e significado dos achados · Solicitar correção

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