Atlas da Mentira · checagem verificável
Lula dividiu palco com Alessandra Moja, que era traficante
A primeira parte é verdadeira; a caracterização de Alessandra Moja como traficante permanece não resolvida.
Vídeos e reportagens registram Lula e Alessandra no mesmo palco em junho de 2025. A base incriminatória posterior é relevante e vai além de uma denúncia abstrata ou do flagrante contestado: na representação que fundamentou a Operação Sharpe, o Gaeco afirmou que dados espelhados de aparelhos apreendidos em investigação anterior e mensagens ligavam Alessandra às atividades ilícitas atribuídas ao irmão, Leonardo Moja. Segundo o documento, ela o informava sobre acontecimentos e operações policiais, administrava o Ferro-Velho Moinho, enviava registros contábeis e atuava na arrecadação de valores; a Justiça considerou haver indícios suficientes, em cognição cautelar, para autorizar buscas e decretar sua prisão preventiva. Depois, policiais também disseram ter encontrado maconha, cocaína e crack na residência dela, gerando flagrante e uma segunda ação penal. Em sentido contrário, a própria representação atribui a outros investigados as funções específicas de contabilidade, distribuição e coordenação do tráfico; Alessandra afirmou que as drogas encontradas em sua casa foram plantadas e alegou tortura, fatos que motivaram apuração sobre a atuação policial. Na véspera da fala de Derrite, as ações ainda não tinham sido julgadas. O conjunto sustenta uma suspeita robusta de participação em organização ligada ao tráfico, mas não permite tratar como fato definitivamente estabelecido que Alessandra pessoalmente exercia tráfico de drogas.
Qualificações importantes
Lula e Alessandra Moja estiveram no mesmo palco em 26 de junho de 2025, durante um evento oficial sobre a solução habitacional para famílias da Favela do Moinho.
- Lula dividiu palco com suspeitas de tráfico durante evento na favela do Moinho, mostra vídeo Vídeo do evento de junho: A reportagem registra que Lula dividiu o palco e cumprimentou Alessandra Moja Cunha durante o evento de junho de 2025.
- CAIXA, Governo Federal e Governo de São Paulo viabilizam solução para moradores da Favela do Moinho Evento oficial na Favela do Moinho: Registro oficial da cerimônia de 26 de junho de 2025 com Lula e autoridades para formalizar solução habitacional para mais de 900 famílias.
A representação do Gaeco que fundamentou a Operação Sharpe afirma que dados espelhados de aparelhos eletrônicos apreendidos em investigação anterior e mensagens revelavam envolvimento de Alessandra nas atividades ilícitas atribuídas ao irmão. O documento diz que ela o informava sobre acontecimentos e operações policiais, administrava o Ferro-Velho Moinho, enviava fotografias de registros contábeis e arrecadava valores que os investigadores vinculavam a atividades ilegais.
- Representação do Gaeco e decisão cautelar — processo 1556466-13.2025.8.26.0050 fls. 18–25 — dados eletrônicos e mensagens atribuídos a Alessandra: A representação, protocolada em 25 de agosto de 2025, afirma que dados espelhados de aparelhos apreendidos em investigação anterior foram analisados no RI 15/25 e teriam revelado o envolvimento de Alessandra nas atividades ilícitas atribuídas a Leonardo Moja. O texto diz que ela o informava sobre acontecimentos e operações policiais, administrava o Ferro-Velho Moinho, enviava fotos de caderno de fechamento e arrecadava valores ligados a atividades que o Gaeco considerava ilegais.
Ao deferir medidas cautelares, a Justiça afirmou que os elementos reunidos preenchiam o fumus comissi delicti e incluiu Alessandra entre pessoas que, segundo as investigações, permaneceriam atuando na organização. A decisão autorizou busca e acesso a dados e decretou prisão preventiva. É uma avaliação cautelar de indícios, não uma conclusão após julgamento.
- Representação do Gaeco e decisão cautelar — processo 1556466-13.2025.8.26.0050 fls. 345–346 e dispositivo — decisão sobre as cautelares: A decisão judicial afirma que os elementos coligidos preenchiam o fumus comissi delicti para as medidas cautelares, inclui Alessandra entre pessoas que, segundo a investigação, permaneceriam atuando na organização e autoriza busca, acesso a dados e prisão preventiva. Trata-se de decisão cautelar, não de julgamento de mérito.
O mesmo documento diferencia funções. Na síntese judicial, outras pessoas são apontadas diretamente como responsáveis pela contabilidade do tráfico, distribuição de entorpecentes, armazenamento e coordenação do tráfico. Para Alessandra, as alegações descritas concentram-se em integração à organização, informação ao irmão, administração de negócios, arrecadação e mobilização comunitária. Isso torna a acusação grave, mas não equivale a uma demonstração direta de venda ou distribuição de drogas por ela.
- Representação do Gaeco e decisão cautelar — processo 1556466-13.2025.8.26.0050 fls. 346–348 — funções atribuídas aos investigados: Na síntese judicial, as alegações contra Alessandra envolvem prestação de informações ao irmão, administração do Ferro-Velho e cobrança de valores. Outros investigados são apontados diretamente como responsáveis pela contabilidade, distribuição, armazenamento e coordenação do tráfico de drogas.
Além da representação e da posterior denúncia por crimes que incluem associação para o tráfico, policiais disseram ter encontrado maconha, cocaína e crack na residência de Alessandra durante a Operação Sharpe. Ela foi presa em flagrante por tráfico, episódio que originou uma segunda ação penal.
- MPSP denuncia chefe de ONG do Moinho por tráfico e ligação ao PCC Denúncia do Gaeco: Registra que o Gaeco denunciou Alessandra Moja em 15 de setembro de 2025 e a acusou de formação de quadrilha, associação para o tráfico, extorsão majorada, receptação qualificada, lavagem de dinheiro e atividade sem licença ambiental, além de atuação em favor do PCC.
- Crack é retirado do Moinho em carrinhos de supermercado, diz investigação Apreensão e flagrante: Segundo Ministério Público e Polícia Militar, foram encontrados crack, maconha e cocaína na residência de Alessandra durante a Operação Sharpe; além do mandado de prisão, ela foi presa em flagrante por tráfico.
- Favela do Moinho: 3 em 4 famílias ainda não receberam moradia definitiva Duas ações penais e contestação do flagrante: Registra que Alessandra respondia a duas ações penais, uma decorrente da Operação Sharpe e outra da prisão em flagrante por tráfico; informa que ela disse que 478 g de maconha, 113 g de cocaína e 161 g de crack encontrados na casa foram plantados pelos policiais.
Na véspera da declaração de Derrite, Alessandra ainda não havia sido julgada. A ausência de sentença não prova inocência; significa que as acusações, os indícios eletrônicos e o flagrante contestado ainda não tinham sido definitivamente resolvidos pela Justiça.
- O uso da Favela do Moinho na eleição ao governo de SP Situação processual na véspera da fala: A reportagem registra que, um ano após a operação, Alessandra seguia presa e a Justiça ainda não a havia julgado.
- Favela do Moinho: 3 em 4 famílias ainda não receberam moradia definitiva Duas ações penais e contestação do flagrante: Registra que Alessandra respondia a duas ações penais, uma decorrente da Operação Sharpe e outra da prisão em flagrante por tráfico; informa que ela disse que 478 g de maconha, 113 g de cocaína e 161 g de crack encontrados na casa foram plantados pelos policiais.
O encontro com Lula ocorreu em junho de 2025, antes da Operação Sharpe e das acusações criminais descritas nesta checagem. O evento oficial era sobre moradia para famílias da Favela do Moinho.
- CAIXA, Governo Federal e Governo de São Paulo viabilizam solução para moradores da Favela do Moinho Evento oficial na Favela do Moinho: Registro oficial da cerimônia de 26 de junho de 2025 com Lula e autoridades para formalizar solução habitacional para mais de 900 famílias.
- Crack é retirado do Moinho em carrinhos de supermercado, diz investigação Apreensão e flagrante: Segundo Ministério Público e Polícia Militar, foram encontrados crack, maconha e cocaína na residência de Alessandra durante a Operação Sharpe; além do mandado de prisão, ela foi presa em flagrante por tráfico.
Alessandra afirmou que as drogas encontradas na residência foram plantadas pelos policiais e relatou tortura. Em maio de 2026, documento da Assembleia Legislativa registrava que um inquérito policial militar apurava denúncia de tortura e flagrante forjado, então sem conclusão conhecida.
- Irmã de 'Leo do Moinho' passa por audiência de custódia nesta terça Contestação da apreensão: A reportagem registra a apreensão de drogas e reproduz a afirmação de Alessandra de que 'não tinha nada' em sua casa e que os policiais 'colocaram'; também registra alegação de tortura e flagrante forjado divulgada pela associação de moradores.
- Requerimento de Informação nº 208/2026 Apuração de tortura e flagrante forjado: p. 2: requerimento protocolado em 13/05/2026 registra que a ação de prisão era objeto de Inquérito Policial Militar sobre denúncia de tortura e flagrante forjado, então sem conclusão conhecida segundo o documento.
Guilherme Derrite afirmou que Lula esteve em um palanque na Favela do Moinho com Alessandra Moja, que era traficante.
- Forma
- Paráfrase
- Atribuição
- Guilherme Derrite · Atribuição verificada
- Função na época
- candidato ao Senado por São Paulo
- Vínculo na época
- PP
- Data da declaração
- 09/09/2026
- Contexto
- Debate entre candidatos ao Senado por São Paulo na Band.
Como a proposição foi normalizada: A checagem separa dois elementos da frase: a presença de Lula e Alessandra Moja no mesmo palco e a caracterização categórica dela como traficante. A segunda parte é tratada como afirmação factual sobre conduta, não como simples sinônimo de pessoa acusada ou investigada.
Derrite disse que o presidente Lula esteve no mesmo palanque que uma traficante
- Debate entre candidatos ao Senado tem troca de ataques entre bolsonaristas em SP Ataque de Derrite: Trecho que registra Derrite dizendo que Lula esteve no mesmo palanque que uma traficante.
Contexto original
O que Derrite disse
No debate da Band entre candidatos ao Senado por São Paulo, em 9 de setembro de 2026, Guilherme Derrite disse que o presidente Lula havia estado no mesmo palanque que uma traficante na Favela do Moinho. A pessoa a quem se referia era Alessandra Moja Cunha, liderança da associação de moradores da comunidade.
- Debate entre candidatos ao Senado tem troca de ataques entre bolsonaristas em SP Ataque de Derrite: Trecho que registra Derrite dizendo que Lula esteve no mesmo palanque que uma traficante.
Explicação
O encontro no palco aconteceu
Em 26 de junho de 2025, Lula participou na Favela do Moinho de uma cerimônia sobre a solução habitacional negociada para mais de 900 famílias. Reportagem da Folha, com base em vídeo do evento, mostra que Alessandra Moja estava no mesmo palco e foi cumprimentada pelo presidente. Portanto, o elemento do encontro público é confirmado.
- Lula dividiu palco com suspeitas de tráfico durante evento na favela do Moinho, mostra vídeo Vídeo do evento de junho: A reportagem registra que Lula dividiu o palco e cumprimentou Alessandra Moja Cunha durante o evento de junho de 2025.
- CAIXA, Governo Federal e Governo de São Paulo viabilizam solução para moradores da Favela do Moinho Evento oficial na Favela do Moinho: Registro oficial da cerimônia de 26 de junho de 2025 com Lula e autoridades para formalizar solução habitacional para mais de 900 famílias.
Explicação
A investigação reunia indícios eletrônicos antes do flagrante
A representação do Gaeco que embasou a Operação Sharpe descreveu uma linha de evidência independente da apreensão de drogas na casa de Alessandra. Segundo o documento, aparelhos eletrônicos apreendidos em investigação anterior tiveram dados espelhados analisados pelo setor de informações do grupo. As mensagens, na leitura dos investigadores, mostravam Alessandra comunicando ao irmão Leonardo acontecimentos da comunidade e operações policiais, administrando o Ferro-Velho Moinho, enviando fotografias de caderno de fechamento do negócio e atuando na arrecadação de valores ligados a atividades que o Gaeco considerava ilícitas.
- Representação do Gaeco e decisão cautelar — processo 1556466-13.2025.8.26.0050 fls. 18–25 — dados eletrônicos e mensagens atribuídos a Alessandra: A representação, protocolada em 25 de agosto de 2025, afirma que dados espelhados de aparelhos apreendidos em investigação anterior foram analisados no RI 15/25 e teriam revelado o envolvimento de Alessandra nas atividades ilícitas atribuídas a Leonardo Moja. O texto diz que ela o informava sobre acontecimentos e operações policiais, administrava o Ferro-Velho Moinho, enviava fotos de caderno de fechamento e arrecadava valores ligados a atividades que o Gaeco considerava ilegais.
Ao analisar o pedido, a Justiça afirmou que os elementos reunidos preenchiam o requisito cautelar de indícios de crime e incluiu Alessandra entre pessoas que, segundo a investigação, permaneceriam atuando na organização. A decisão autorizou buscas, acesso a dados e decretou sua prisão preventiva. Esse juízo fortalece a materialidade da suspeita, mas não corresponde a uma decisão de culpa tomada após produção contraditória de prova em julgamento.
- Representação do Gaeco e decisão cautelar — processo 1556466-13.2025.8.26.0050 fls. 345–346 e dispositivo — decisão sobre as cautelares: A decisão judicial afirma que os elementos coligidos preenchiam o fumus comissi delicti para as medidas cautelares, inclui Alessandra entre pessoas que, segundo a investigação, permaneceriam atuando na organização e autoriza busca, acesso a dados e prisão preventiva. Trata-se de decisão cautelar, não de julgamento de mérito.
Depois da operação, o Gaeco denunciou Alessandra por crimes que incluem associação para o tráfico. Durante o cumprimento dos mandados, policiais também disseram ter encontrado na residência dela maconha, cocaína e crack, o que levou a uma prisão em flagrante por tráfico e a uma segunda ação penal.
- MPSP denuncia chefe de ONG do Moinho por tráfico e ligação ao PCC Denúncia do Gaeco: Registra que o Gaeco denunciou Alessandra Moja em 15 de setembro de 2025 e a acusou de formação de quadrilha, associação para o tráfico, extorsão majorada, receptação qualificada, lavagem de dinheiro e atividade sem licença ambiental, além de atuação em favor do PCC.
- Crack é retirado do Moinho em carrinhos de supermercado, diz investigação Apreensão e flagrante: Segundo Ministério Público e Polícia Militar, foram encontrados crack, maconha e cocaína na residência de Alessandra durante a Operação Sharpe; além do mandado de prisão, ela foi presa em flagrante por tráfico.
- Favela do Moinho: 3 em 4 famílias ainda não receberam moradia definitiva Duas ações penais e contestação do flagrante: Registra que Alessandra respondia a duas ações penais, uma decorrente da Operação Sharpe e outra da prisão em flagrante por tráfico; informa que ela disse que 478 g de maconha, 113 g de cocaína e 161 g de crack encontrados na casa foram plantados pelos policiais.
O próprio material cautelar, porém, diferencia os papéis atribuídos aos investigados. A síntese judicial aponta outros nomes como responsáveis diretamente pela contabilidade, distribuição, armazenamento e coordenação do tráfico. Para Alessandra, as alegações descritas se concentram em integrar a organização, repassar informações ao irmão, administrar negócios, arrecadar valores e mobilizar a associação de moradores. Isso é evidência incriminatória relevante, mas não demonstra de forma direta que ela própria vendia ou distribuía drogas.
- Representação do Gaeco e decisão cautelar — processo 1556466-13.2025.8.26.0050 fls. 346–348 — funções atribuídas aos investigados: Na síntese judicial, as alegações contra Alessandra envolvem prestação de informações ao irmão, administração do Ferro-Velho e cobrança de valores. Outros investigados são apontados diretamente como responsáveis pela contabilidade, distribuição, armazenamento e coordenação do tráfico de drogas.
Alessandra negou que as drogas encontradas na casa fossem dela e afirmou que policiais as plantaram. Também relatou agressões e ameaça de choque elétrico durante a prisão. Em 2026, documento da Assembleia Legislativa registrava que um inquérito policial militar apurava denúncias de tortura e flagrante forjado. Assim, a apreensão domiciliar é uma segunda linha incriminatória, mas continuava diretamente contestada.
- Irmã de 'Leo do Moinho' passa por audiência de custódia nesta terça Contestação da apreensão: A reportagem registra a apreensão de drogas e reproduz a afirmação de Alessandra de que 'não tinha nada' em sua casa e que os policiais 'colocaram'; também registra alegação de tortura e flagrante forjado divulgada pela associação de moradores.
- Requerimento de Informação nº 208/2026 Apuração de tortura e flagrante forjado: p. 2: requerimento protocolado em 13/05/2026 registra que a ação de prisão era objeto de Inquérito Policial Militar sobre denúncia de tortura e flagrante forjado, então sem conclusão conhecida segundo o documento.
Contexto e limites
As acusações ainda não haviam sido julgadas
Em 8 de setembro de 2026, um dia antes da fala de Derrite, Alessandra seguia presa e a Justiça ainda não a havia julgado. Reportagem de abril daquele ano registrava duas ações penais: uma decorrente da Operação Sharpe e outra ligada à prisão em flagrante por tráfico. A ausência de julgamento não encerra a avaliação factual, mas significa que as linhas de evidência incriminatórias e suas contestações ainda não tinham sido resolvidas em decisão de mérito.
- O uso da Favela do Moinho na eleição ao governo de SP Situação processual na véspera da fala: A reportagem registra que, um ano após a operação, Alessandra seguia presa e a Justiça ainda não a havia julgado.
- Favela do Moinho: 3 em 4 famílias ainda não receberam moradia definitiva Duas ações penais e contestação do flagrante: Registra que Alessandra respondia a duas ações penais, uma decorrente da Operação Sharpe e outra da prisão em flagrante por tráfico; informa que ela disse que 478 g de maconha, 113 g de cocaína e 161 g de crack encontrados na casa foram plantados pelos policiais.
Contexto e limites
A defesa mais forte da formulação de Derrite
A melhor defesa da palavra “traficante” combina três elementos: a representação primária do Gaeco, que atribuiu a Alessandra participação relevante numa organização ligada ao tráfico com base também em dados eletrônicos e mensagens; a posterior denúncia criminal por associação para o tráfico; e o flagrante em que policiais disseram ter encontrado drogas na residência. A Justiça considerou os indícios suficientes para medidas cautelares severas, inclusive prisão preventiva. Essa base é mais forte do que uma acusação abstrata. O limite é que o material cautelar descreve para Alessandra funções organizacionais e financeiras, enquanto atribui a outros investigados tarefas diretas de distribuição e contabilidade do tráfico; além disso, o flagrante foi contestado como forjado e essa denúncia motivou apuração. Por isso, a evidência permite afirmar que havia suspeita robusta de participação em estrutura criminosa ligada ao tráfico, mas não resolve categoricamente que Alessandra pessoalmente exercia tráfico de drogas.
- Representação do Gaeco e decisão cautelar — processo 1556466-13.2025.8.26.0050 fls. 18–25 — dados eletrônicos e mensagens atribuídos a Alessandra: A representação, protocolada em 25 de agosto de 2025, afirma que dados espelhados de aparelhos apreendidos em investigação anterior foram analisados no RI 15/25 e teriam revelado o envolvimento de Alessandra nas atividades ilícitas atribuídas a Leonardo Moja. O texto diz que ela o informava sobre acontecimentos e operações policiais, administrava o Ferro-Velho Moinho, enviava fotos de caderno de fechamento e arrecadava valores ligados a atividades que o Gaeco considerava ilegais.
- Representação do Gaeco e decisão cautelar — processo 1556466-13.2025.8.26.0050 fls. 345–346 e dispositivo — decisão sobre as cautelares: A decisão judicial afirma que os elementos coligidos preenchiam o fumus comissi delicti para as medidas cautelares, inclui Alessandra entre pessoas que, segundo a investigação, permaneceriam atuando na organização e autoriza busca, acesso a dados e prisão preventiva. Trata-se de decisão cautelar, não de julgamento de mérito.
- Representação do Gaeco e decisão cautelar — processo 1556466-13.2025.8.26.0050 fls. 346–348 — funções atribuídas aos investigados: Na síntese judicial, as alegações contra Alessandra envolvem prestação de informações ao irmão, administração do Ferro-Velho e cobrança de valores. Outros investigados são apontados diretamente como responsáveis pela contabilidade, distribuição, armazenamento e coordenação do tráfico de drogas.
- MPSP denuncia chefe de ONG do Moinho por tráfico e ligação ao PCC Denúncia do Gaeco: Registra que o Gaeco denunciou Alessandra Moja em 15 de setembro de 2025 e a acusou de formação de quadrilha, associação para o tráfico, extorsão majorada, receptação qualificada, lavagem de dinheiro e atividade sem licença ambiental, além de atuação em favor do PCC.
- Crack é retirado do Moinho em carrinhos de supermercado, diz investigação Apreensão e flagrante: Segundo Ministério Público e Polícia Militar, foram encontrados crack, maconha e cocaína na residência de Alessandra durante a Operação Sharpe; além do mandado de prisão, ela foi presa em flagrante por tráfico.
- Requerimento de Informação nº 208/2026 Apuração de tortura e flagrante forjado: p. 2: requerimento protocolado em 13/05/2026 registra que a ação de prisão era objeto de Inquérito Policial Militar sobre denúncia de tortura e flagrante forjado, então sem conclusão conhecida segundo o documento.
Explicação
Conclusão
Derrite acerta ao dizer que Lula e Alessandra Moja dividiram um palco. Quando ele falou, havia um conjunto incriminatório relevante: mensagens e dados eletrônicos que o Gaeco interpretou como vínculo de Alessandra com a estrutura do irmão, uma decisão cautelar que reconheceu indícios suficientes para busca e prisão preventiva, denúncia por associação para o tráfico e um flagrante por tráfico. Mas esses elementos não são todos equivalentes a prova direta de tráfico pessoal: o próprio documento atribui funções de distribuição e contabilidade de drogas a outros investigados, o flagrante era contestado como forjado e as ações ainda não tinham sido julgadas. A caracterização categórica de que Alessandra “era traficante” permanece, portanto, não resolvida.
- Lula dividiu palco com suspeitas de tráfico durante evento na favela do Moinho, mostra vídeo Vídeo do evento de junho: A reportagem registra que Lula dividiu o palco e cumprimentou Alessandra Moja Cunha durante o evento de junho de 2025.
- Representação do Gaeco e decisão cautelar — processo 1556466-13.2025.8.26.0050 fls. 18–25 — dados eletrônicos e mensagens atribuídos a Alessandra: A representação, protocolada em 25 de agosto de 2025, afirma que dados espelhados de aparelhos apreendidos em investigação anterior foram analisados no RI 15/25 e teriam revelado o envolvimento de Alessandra nas atividades ilícitas atribuídas a Leonardo Moja. O texto diz que ela o informava sobre acontecimentos e operações policiais, administrava o Ferro-Velho Moinho, enviava fotos de caderno de fechamento e arrecadava valores ligados a atividades que o Gaeco considerava ilegais.
- Representação do Gaeco e decisão cautelar — processo 1556466-13.2025.8.26.0050 fls. 346–348 — funções atribuídas aos investigados: Na síntese judicial, as alegações contra Alessandra envolvem prestação de informações ao irmão, administração do Ferro-Velho e cobrança de valores. Outros investigados são apontados diretamente como responsáveis pela contabilidade, distribuição, armazenamento e coordenação do tráfico de drogas.
- MPSP denuncia chefe de ONG do Moinho por tráfico e ligação ao PCC Denúncia do Gaeco: Registra que o Gaeco denunciou Alessandra Moja em 15 de setembro de 2025 e a acusou de formação de quadrilha, associação para o tráfico, extorsão majorada, receptação qualificada, lavagem de dinheiro e atividade sem licença ambiental, além de atuação em favor do PCC.
- Crack é retirado do Moinho em carrinhos de supermercado, diz investigação Apreensão e flagrante: Segundo Ministério Público e Polícia Militar, foram encontrados crack, maconha e cocaína na residência de Alessandra durante a Operação Sharpe; além do mandado de prisão, ela foi presa em flagrante por tráfico.
- O uso da Favela do Moinho na eleição ao governo de SP Situação processual na véspera da fala: A reportagem registra que, um ano após a operação, Alessandra seguia presa e a Justiça ainda não a havia julgado.
Fontes
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Debate da Band com candidatos ao Senado por São Paulo — 9 de setembro de 2026 Gravação
Alegação original
Contribuição: Identifica o evento original em que Guilherme Derrite fez a declaração.
Limites: Não há URL pública resolvível da gravação integral no registro; a formulação é preservada em cobertura contemporânea da Folha de S.Paulo.
Indisponível — A gravação integral do debate não está disponível por um link público resolvível no registro.
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Debate entre candidatos ao Senado tem troca de ataques entre bolsonaristas em SP Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Preserva a formulação e o contexto da declaração de Guilherme Derrite.
- Ataque de Derrite: Trecho que registra Derrite dizendo que Lula esteve no mesmo palanque que uma traficante.
Limites: A reportagem registra a fala, mas não prova a acusação sobre a conduta de Alessandra Moja.; É cobertura do debate, não o registro original da declaração.
Disponível
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Lula dividiu palco com suspeitas de tráfico durante evento na favela do Moinho, mostra vídeo Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Confirma, a partir de registro visual do evento, que Lula e Alessandra estiveram no mesmo palco.
- Vídeo do evento de junho: A reportagem registra que Lula dividiu o palco e cumprimentou Alessandra Moja Cunha durante o evento de junho de 2025.
Limites: A presença conjunta no palco não demonstra conhecimento de Lula sobre acusações criminais posteriores nem prova a conduta atribuída a Alessandra.
Disponível
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CAIXA, Governo Federal e Governo de São Paulo viabilizam solução para moradores da Favela do Moinho Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Estabelece a data, a finalidade pública e o contexto institucional do evento em que ocorreu o encontro.
- Evento oficial na Favela do Moinho: Registro oficial da cerimônia de 26 de junho de 2025 com Lula e autoridades para formalizar solução habitacional para mais de 900 famílias.
Limites: O texto institucional não é fonte decisiva para a presença individual de Alessandra no palco; esse elemento é confirmado pelo registro em vídeo noticiado pela Folha.
Disponível
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Representação do Gaeco e decisão cautelar — processo 1556466-13.2025.8.26.0050 Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Fornece a linha incriminatória primária baseada em dados eletrônicos e mensagens, independente do flagrante domiciliar contestado, e delimita o papel que os investigadores atribuíram a Alessandra.
- fls. 18–25 — dados eletrônicos e mensagens atribuídos a Alessandra: A representação, protocolada em 25 de agosto de 2025, afirma que dados espelhados de aparelhos apreendidos em investigação anterior foram analisados no RI 15/25 e teriam revelado o envolvimento de Alessandra nas atividades ilícitas atribuídas a Leonardo Moja. O texto diz que ela o informava sobre acontecimentos e operações policiais, administrava o Ferro-Velho Moinho, enviava fotos de caderno de fechamento e arrecadava valores ligados a atividades que o Gaeco considerava ilegais.
- fls. 345–346 e dispositivo — decisão sobre as cautelares: A decisão judicial afirma que os elementos coligidos preenchiam o fumus comissi delicti para as medidas cautelares, inclui Alessandra entre pessoas que, segundo a investigação, permaneceriam atuando na organização e autoriza busca, acesso a dados e prisão preventiva. Trata-se de decisão cautelar, não de julgamento de mérito.
- fls. 346–348 — funções atribuídas aos investigados: Na síntese judicial, as alegações contra Alessandra envolvem prestação de informações ao irmão, administração do Ferro-Velho e cobrança de valores. Outros investigados são apontados diretamente como responsáveis pela contabilidade, distribuição, armazenamento e coordenação do tráfico de drogas.
Limites: A cópia pública está hospedada no Scribd, mas suas páginas exibem assinatura digital do promotor, identificação do processo, código de verificação do TJSP e decisão assinada digitalmente pela magistrada.; A representação contém alegações investigativas do Gaeco e a decisão aplica padrão cautelar de indícios; nenhuma delas equivale a condenação após julgamento.; Os elementos descritos associam Alessandra à organização e a atividades financeiras, administrativas e de informação, mas a síntese atribui funções específicas de distribuição e contabilidade do tráfico a outros investigados.
Disponível
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Quem é Alessandra Moja, presa em operação na Favela do Moinho, em SP Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Corrobora publicamente a leitura dos investigadores sobre o papel atribuído a Alessandra.
- Papel atribuído pelos investigadores: A reportagem registra que investigadores apontavam Alessandra como liderança de organização ligada ao PCC, responsável por administrar o Ferro-Velho Moinho, enviar ao irmão anotações contábeis e contribuir para atividades destinadas a proteger a estrutura criminosa.
Limites: É reportagem baseada na investigação e não substitui a representação primária do Gaeco.; Descreve suspeitas e alegações dos investigadores, não fatos reconhecidos em sentença.
Disponível
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MPSP denuncia chefe de ONG do Moinho por tráfico e ligação ao PCC Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Demonstra que havia acusação criminal formal e específica relacionada ao tráfico.
- Denúncia do Gaeco: Registra que o Gaeco denunciou Alessandra Moja em 15 de setembro de 2025 e a acusou de formação de quadrilha, associação para o tráfico, extorsão majorada, receptação qualificada, lavagem de dinheiro e atividade sem licença ambiental, além de atuação em favor do PCC.
Limites: É reportagem sobre a acusação do Ministério Público; uma denúncia não equivale a decisão judicial sobre culpa nem, por si só, prova a conduta narrada.
Disponível
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Crack é retirado do Moinho em carrinhos de supermercado, diz investigação Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Fornece a principal evidência concreta favorável à caracterização de tráfico além da denúncia e dos elementos eletrônicos.
- Apreensão e flagrante: Segundo Ministério Público e Polícia Militar, foram encontrados crack, maconha e cocaína na residência de Alessandra durante a Operação Sharpe; além do mandado de prisão, ela foi presa em flagrante por tráfico.
Limites: A reportagem registra a versão das autoridades sobre a apreensão; Alessandra posteriormente contestou a posse e afirmou que as drogas foram plantadas.
Disponível
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Irmã de 'Leo do Moinho' passa por audiência de custódia nesta terça Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Documenta de forma contemporânea a contestação direta da apreensão usada no flagrante.
- Contestação da apreensão: A reportagem registra a apreensão de drogas e reproduz a afirmação de Alessandra de que 'não tinha nada' em sua casa e que os policiais 'colocaram'; também registra alegação de tortura e flagrante forjado divulgada pela associação de moradores.
Limites: A reportagem apresenta tanto a versão policial quanto a negativa de Alessandra; não resolve qual versão é verdadeira.
Disponível
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Favela do Moinho: 3 em 4 famílias ainda não receberam moradia definitiva Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Estabelece a existência da segunda ação penal e apresenta, no mesmo contexto, a contestação da apreensão.
- Duas ações penais e contestação do flagrante: Registra que Alessandra respondia a duas ações penais, uma decorrente da Operação Sharpe e outra da prisão em flagrante por tráfico; informa que ela disse que 478 g de maconha, 113 g de cocaína e 161 g de crack encontrados na casa foram plantados pelos policiais.
Limites: A reportagem adota enquadramento crítico à atuação estatal no Moinho; seus dados sobre acusações, quantidades e estado processual são usados com outras fontes e não como juízo de mérito.
Disponível
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Requerimento de Informação nº 208/2026 Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Corrobora que as alegações sobre a conduta policial foram objeto de apuração institucional e não eram apenas uma negativa informal.
- Apuração de tortura e flagrante forjado: p. 2: requerimento protocolado em 13/05/2026 registra que a ação de prisão era objeto de Inquérito Policial Militar sobre denúncia de tortura e flagrante forjado, então sem conclusão conhecida segundo o documento.
Limites: É requerimento parlamentar baseado em relatório de comissão de direitos humanos; comprova que a alegação e a apuração foram formalmente levadas ao Legislativo, mas não prova que houve tortura ou forjamento.
Disponível
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O uso da Favela do Moinho na eleição ao governo de SP Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Registra contemporaneamente que as acusações ainda não haviam sido julgadas na véspera da declaração de Derrite.
- Situação processual na véspera da fala: A reportagem registra que, um ano após a operação, Alessandra seguia presa e a Justiça ainda não a havia julgado.
Limites: O texto assume posição crítica sobre o uso eleitoral do caso; o dado processual é confrontado com outros registros.
Disponível
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Alessandra Moja Cunha — processos judiciais Fonte
Evidência, Contexto
Contribuição: Corrobora que havia processos ainda em curso na época da declaração.
- Processos ativos em setembro de 2026: A página agregava registros do TJSP relativos a Alessandra e mostrava processos criminais e incidentes processuais ainda ativos, com movimentações em 2026.
Limites: É um agregador de registros judiciais, não o portal oficial do TJSP; por isso é usado apenas como corroboração do estado processual, não como fonte única.
Disponível
Responsabilidade e transparência
Publicação responsável: Atlas da Mentira.
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