Atlas da Mentira · checagem verificável
Todos os estados e municípios em “regiões problemáticas” já tinham medidas contra desastres nas metas de infraestrutura
Não resolvido. Os dados disponíveis não permitem verificar a afirmação universal no alcance exato em que foi feita.
Renan Santos falou de medidas específicas em metas de infraestrutura e, no contexto, citou manutenção de comportas e obras de prevenção — não a existência, em todos os entes, de um plano climático integrado. A expressão “regiões problemáticas” também é ambígua e pode delimitar universos diferentes. Um levantamento de 233 municípios mostra forte lacuna de planejamento formal em 2025: apenas 15% tinham PPA publicado com metas explícitas de mudanças climáticas e, entre dez municípios avaliados no Rio Grande do Sul, nenhum tinha esse tipo de meta. Mas o estudo mede o que estava publicado nos portais entre março e setembro de 2025, afirma que práticas não publicadas não são capturadas e não audita exaustivamente todas as metas setoriais de infraestrutura. A Bahia também não serve como contraexemplo direto: embora o PAC-BA integrado estivesse começando a ser elaborado, o PPA estadual já trazia compromisso de adaptação e mitigação. A pergunta correta é se tais medidas existiam em 26 de agosto de 2026; fontes posteriores poderiam demonstrar essa situação retrospectivamente, mas a evidência reunida não estabelece um ente claramente abrangido por qualquer leitura natural da frase e sem nenhuma medida pertinente em suas metas de infraestrutura. A generalização permanece sem confirmação, mas também sem refutação suficiente.
Qualificações importantes
A fala distingue “planos de governo” de “metas de infraestrutura” e é seguida por exemplos de manutenção de comportas e prevenção de deslizamentos. Por isso, ausência de um plano climático integrado não demonstra, por si só, ausência das medidas setoriais de infraestrutura às quais Renan se referiu.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:30–40:14: Registra a pergunta sobre a ausência de política federal estruturada de adaptação e prevenção de desastres, a resposta de Renan e o início de sua explicação sobre infraestrutura.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:50–40:14: Registra a frase sobre políticas específicas nas metas de infraestrutura e, em seguida, os exemplos de manutenção de comportas no Rio Grande do Sul e de intervenção conhecida em Juiz de Fora.
A expressão “regiões problemáticas” não identifica uma categoria geográfica ou jurídica fechada. Pelo contexto, ela pode ser lida de forma mais estreita, como áreas com risco climático ou de desastres claramente relevante, ou de forma mais ampla, como entes expostos a risco significativo. Como a alegação é universal, essa diferença altera quais estados e municípios poderiam funcionar como contraexemplo.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:30–40:14: Registra a pergunta sobre a ausência de política federal estruturada de adaptação e prevenção de desastres, a resposta de Renan e o início de sua explicação sobre infraestrutura.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:50–40:14: Registra a frase sobre políticas específicas nas metas de infraestrutura e, em seguida, os exemplos de manutenção de comportas no Rio Grande do Sul e de intervenção conhecida em Juiz de Fora.
A checagem trata a frase como uma afirmação sobre a existência factual de medidas em 26 de agosto de 2026. Uma fonte publicada depois dessa data pode ser pertinente se documentar que a medida já existia então; já um retrato anterior, como o levantamento municipal de 2025, não estabelece sozinho a situação em agosto de 2026.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Período de coleta e limite metodológico: Dados coletados em portais oficiais entre março e setembro de 2025; práticas existentes mas não publicadas não são capturadas, e nota baixa não implica ausência de ação.
No ITGP-M 2025, 35 dos 233 municípios avaliados (15%) tinham PPA publicado com metas explícitas de mudanças climáticas; no recorte do Rio Grande do Sul, nenhum dos dez municípios avaliados tinha esse tipo de meta. O relatório também registra que 179 municípios não publicavam nem Plano de Adaptação nem PPA com metas climáticas.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Metas de defesa civil e mudanças climáticas no PPA: 42,1% dos municípios avaliados tinham PPA com metas de proteção e defesa civil; 15% tinham metas explícitas de mudanças climáticas. No Rio Grande do Sul, 0 de 10, e no Pará, 0 de 17, tinham metas climáticas no PPA.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Lacuna de planejamento climático: 179 de 233 municípios avaliados não publicavam nem Plano de Adaptação Climática nem PPA com metas climáticas.
Os dados municipais foram coletados entre março e setembro de 2025 em portais oficiais. A própria metodologia ressalta que práticas existentes mas não publicadas não são capturadas e que o retrato pode não corresponder à situação posterior das prefeituras. O levantamento também não é uma auditoria exaustiva de toda meta setorial de infraestrutura.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Período de coleta e limite metodológico: Dados coletados em portais oficiais entre março e setembro de 2025; práticas existentes mas não publicadas não são capturadas, e nota baixa não implica ausência de ação.
O fato de o PAC-BA integrado ainda estar em elaboração em agosto de 2026 não prova que a Bahia estivesse sem políticas ou metas anteriores de adaptação. O PPA 2024–2027 já continha o compromisso de “potencializar ações de adaptação e mitigação das mudanças climáticas”, enquanto a Sema informou que o novo PAC reuniria e integraria iniciativas existentes.
- Relatório de Avaliação de Desempenho dos Programas do PPA 2024–2027 — Ano II — 2025 (SEMA) p. 45–46 — Compromisso 5: O Programa 433 do PPA registra o compromisso “Potencializar ações de adaptação e mitigação das mudanças climáticas” e metas ligadas a instrumentos da Política Estadual de Mudança do Clima.
- Sema inicia elaboração do Plano de Ação Climática da Bahia Função do PAC-BA: O PAC-BA será o principal instrumento estadual de planejamento climático, reunindo estratégias de mitigação e adaptação e estabelecendo metas, ações, responsáveis e indicadores; a Sema também informa que o plano integrará iniciativas em andamento.
A página original do g1 com a entrevista foi identificada, mas não pôde ser aberta diretamente no ambiente de pesquisa. A formulação e o contexto foram cotejados em uma transcrição jornalística contemporânea da Lupa e em uma transcrição pública do fragmento de vídeo no Ceticismo; esta última informa que sua transcrição e classificação são automatizadas por IA.
- No JN, Renan Santos erra sobre políticas contra o feminicídio e emergência climática Fala sobre adaptação climática: Transcrição contemporânea da frase sobre políticas específicas nas metas de infraestrutura de todos os estados e municípios em regiões problemáticas.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:30–40:14: Registra a pergunta sobre a ausência de política federal estruturada de adaptação e prevenção de desastres, a resposta de Renan e o início de sua explicação sobre infraestrutura.
Todos os estados e municípios situados em “regiões problemáticas” já possuíam, em 26 de agosto de 2026, medidas específicas de adaptação e prevenção de desastres previstas em suas metas de infraestrutura.
- Forma
- Paráfrase
- Atribuição
- Renan Santos · Atribuição verificada
- Função na época
- candidato à Presidência
- Data da declaração
- 26/08/2026
- Contexto
- Entrevista ao Jornal Nacional/Globo, conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli durante a série de sabatinas com candidatos à Presidência.
Como a proposição foi normalizada: A formulação preserva a universalidade da fala (“todos”) e o objeto que Renan Santos indicou na entrevista: metas de infraestrutura estaduais e municipais. O contexto mostra que ele respondia à ausência, em seu programa federal, de uma política estruturada de adaptação climática e prevenção de desastres e citou como exemplos a manutenção de comportas no Rio Grande do Sul e intervenções conhecidas em Juiz de Fora. A expressão “regiões problemáticas” não define um universo técnico preciso: uma leitura natural mais estreita abrange entes em áreas de risco climático ou de desastres claramente relevante, enquanto uma leitura mais ampla pode alcançar qualquer ente exposto a risco significativo. A checagem preserva essa ambiguidade e não transforma a frase em alegação de que todos esses entes já tenham planos climáticos integrados.
Porque as políticas específicas já existem nos planos de, não nos planos de governo, mas nas metas de infraestrutura de todos os estados e municípios que estão em regiões problemáticas.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:50–40:14: Registra a frase sobre políticas específicas nas metas de infraestrutura e, em seguida, os exemplos de manutenção de comportas no Rio Grande do Sul e de intervenção conhecida em Juiz de Fora.
- No JN, Renan Santos erra sobre políticas contra o feminicídio e emergência climática Fala sobre adaptação climática: Transcrição contemporânea da frase sobre políticas específicas nas metas de infraestrutura de todos os estados e municípios em regiões problemáticas.
Contexto original
O que Renan Santos afirmou
Porque as políticas específicas já existem nos planos de, não nos planos de governo, mas nas metas de infraestrutura de todos os estados e municípios que estão em regiões problemáticas.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:50–40:14: Registra a frase sobre políticas específicas nas metas de infraestrutura e, em seguida, os exemplos de manutenção de comportas no Rio Grande do Sul e de intervenção conhecida em Juiz de Fora.
- No JN, Renan Santos erra sobre políticas contra o feminicídio e emergência climática Fala sobre adaptação climática: Transcrição contemporânea da frase sobre políticas específicas nas metas de infraestrutura de todos os estados e municípios em regiões problemáticas.
A frase veio depois de Renan ser questionado sobre a ausência, em seu programa federal, de uma política estruturada de adaptação às mudanças climáticas e prevenção de desastres. Na sequência, ele citou a manutenção de comportas no Rio Grande do Sul e intervenções conhecidas em Juiz de Fora como exemplos do que já estaria previsto localmente. Esse contexto exige testar a existência de medidas em metas de infraestrutura, e não simplesmente contar quantos entes têm um plano climático integrado.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:30–40:14: Registra a pergunta sobre a ausência de política federal estruturada de adaptação e prevenção de desastres, a resposta de Renan e o início de sua explicação sobre infraestrutura.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:50–40:14: Registra a frase sobre políticas específicas nas metas de infraestrutura e, em seguida, os exemplos de manutenção de comportas no Rio Grande do Sul e de intervenção conhecida em Juiz de Fora.
Explicação
Há uma lacuna grande no planejamento climático formal
O levantamento ITGP-M 2025, da Transparência Internacional - Brasil, avaliou 233 municípios em oito estados. Só 35, ou 15%, tinham PPA publicado com metas explícitas de mudanças climáticas. No Rio Grande do Sul, nenhum dos dez municípios avaliados tinha esse tipo de meta; o grupo incluía Porto Alegre, Canoas e outras cidades fortemente atingidas pelas enchentes de 2024.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Metas de defesa civil e mudanças climáticas no PPA: 42,1% dos municípios avaliados tinham PPA com metas de proteção e defesa civil; 15% tinham metas explícitas de mudanças climáticas. No Rio Grande do Sul, 0 de 10, e no Pará, 0 de 17, tinham metas climáticas no PPA.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Municípios gaúchos atingidos pelas enchentes: A amostra do Rio Grande do Sul incluía Porto Alegre, Canoas e outros municípios fortemente atingidos pelas enchentes de abril e maio de 2024.
No mesmo estudo, 179 municípios, equivalentes a 76,8% da amostra, não publicavam nem Plano de Adaptação Climática nem PPA com metas climáticas. O dado é um forte sinal de que a agenda climática formal estava longe de ser universal nos municípios avaliados.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Lacuna de planejamento climático: 179 de 233 municípios avaliados não publicavam nem Plano de Adaptação Climática nem PPA com metas climáticas.
Contexto e limites
O levantamento não testa toda a afirmação de Renan
A pesquisa municipal tem limites decisivos para esta checagem. As informações foram coletadas entre março e setembro de 2025 e refletem o que estava publicado nos portais oficiais naquele momento. O próprio relatório afirma que práticas existentes mas não publicadas não são capturadas e que uma nota baixa não significa ausência de ação. Além disso, os indicadores de PPA climático, defesa civil e planos setoriais não equivalem a uma auditoria de todas as metas de infraestrutura de cada prefeitura.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Período de coleta e limite metodológico: Dados coletados em portais oficiais entre março e setembro de 2025; práticas existentes mas não publicadas não são capturadas, e nota baixa não implica ausência de ação.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Indicadores de transparência e governança: Inclui Plano de Adaptação, planos setoriais, plano de contingência, PPA com metas de defesa civil e PPA com metas de mudanças climáticas.
Duas delimitações impedem transformar essa lacuna formal em um contraexemplo automático. Primeiro, os exemplos dados por Renan são concretos e setoriais: manutenção de comportas e intervenções para evitar deslizamentos. Uma prefeitura pode não publicar um PPA com meta explicitamente rotulada como climática e ainda assim ter metas de drenagem, contenção, saneamento, defesa civil ou manutenção de estruturas relacionadas a riscos. Segundo, “regiões problemáticas” é uma expressão ambígua: pode significar áreas de risco claramente elevado, como as evocadas pelos exemplos, ou um conjunto mais amplo de entes expostos a risco significativo. A conclusão precisa resistir às duas leituras naturais.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:50–40:14: Registra a frase sobre políticas específicas nas metas de infraestrutura e, em seguida, os exemplos de manutenção de comportas no Rio Grande do Sul e de intervenção conhecida em Juiz de Fora.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:30–40:14: Registra a pergunta sobre a ausência de política federal estruturada de adaptação e prevenção de desastres, a resposta de Renan e o início de sua explicação sobre infraestrutura.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Período de coleta e limite metodológico: Dados coletados em portais oficiais entre março e setembro de 2025; práticas existentes mas não publicadas não são capturadas, e nota baixa não implica ausência de ação.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Indicadores de transparência e governança: Inclui Plano de Adaptação, planos setoriais, plano de contingência, PPA com metas de defesa civil e PPA com metas de mudanças climáticas.
A frase também deve ser testada como uma afirmação sobre a situação factual em 26 de agosto de 2026. Uma fonte posterior poderia estabelecer retrospectivamente que determinada medida já existia naquele dia, enquanto o retrato de 2025 não prova, sozinho, que a mesma situação persistia onze meses depois. Isso limita o peso do ITGP-M para confirmar ou refutar uma afirmação universal feita em agosto de 2026.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Período de coleta e limite metodológico: Dados coletados em portais oficiais entre março e setembro de 2025; práticas existentes mas não publicadas não são capturadas, e nota baixa não implica ausência de ação.
Explicação
A Bahia não é um contraexemplo direto
A Bahia começou a elaborar seu Plano de Ação Climática em agosto de 2026, e a Sema descreveu o PAC-BA como o instrumento que reuniria estratégias, metas, responsáveis e indicadores de mitigação e adaptação. Isso mostra que o plano integrado ainda não estava pronto, mas não demonstra ausência de medidas anteriores. O relatório de desempenho do PPA 2024–2027 já registra, no Programa 433, o compromisso de “potencializar ações de adaptação e mitigação das mudanças climáticas”.
- Sema inicia elaboração do Plano de Ação Climática da Bahia Início da elaboração e prazo: Em 7 de agosto de 2026, a Sema iniciou a elaboração do Plano de Ação Climática da Bahia; a entrega estava prevista para março de 2027.
- Sema inicia elaboração do Plano de Ação Climática da Bahia Função do PAC-BA: O PAC-BA será o principal instrumento estadual de planejamento climático, reunindo estratégias de mitigação e adaptação e estabelecendo metas, ações, responsáveis e indicadores; a Sema também informa que o plano integrará iniciativas em andamento.
- Relatório de Avaliação de Desempenho dos Programas do PPA 2024–2027 — Ano II — 2025 (SEMA) p. 45–46 — Compromisso 5: O Programa 433 do PPA registra o compromisso “Potencializar ações de adaptação e mitigação das mudanças climáticas” e metas ligadas a instrumentos da Política Estadual de Mudança do Clima.
Explicação
O que a evidência permite concluir
Os dados examinados tornam a generalização de Renan difícil de sustentar como fato comprovado: instrumentos formais de adaptação e metas climáticas estavam ausentes ou não publicados em grande parte da amostra municipal de 2025. Mas essas fontes não demonstram, no recorte factual de 26 de agosto de 2026, que um estado ou município claramente abrangido por qualquer leitura natural de “regiões problemáticas” não possuía nenhuma medida pertinente em suas metas de infraestrutura. Como a afirmação é universal, um contraexemplo diretamente comparável bastaria para refutá-la; a evidência reunida até aqui não estabelece esse contraexemplo com o grau necessário. Por isso, a conclusão é não resolvida.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Metas de defesa civil e mudanças climáticas no PPA: 42,1% dos municípios avaliados tinham PPA com metas de proteção e defesa civil; 15% tinham metas explícitas de mudanças climáticas. No Rio Grande do Sul, 0 de 10, e no Pará, 0 de 17, tinham metas climáticas no PPA.
- Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Período de coleta e limite metodológico: Dados coletados em portais oficiais entre março e setembro de 2025; práticas existentes mas não publicadas não são capturadas, e nota baixa não implica ausência de ação.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:50–40:14: Registra a frase sobre políticas específicas nas metas de infraestrutura e, em seguida, os exemplos de manutenção de comportas no Rio Grande do Sul e de intervenção conhecida em Juiz de Fora.
- Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura 39:30–40:14: Registra a pergunta sobre a ausência de política federal estruturada de adaptação e prevenção de desastres, a resposta de Renan e o início de sua explicação sobre infraestrutura.
Fontes
-
Renan Santos (Missão) é entrevistado na Globo; veja íntegra Gravação
Alegação original
Contribuição: É a página da entrevista original em que a declaração foi feita; o trecho temático foi identificado em cópia indexada da página.
- Pergunta sobre mudança climática: Trecho identificado na página da entrevista integral como “Renan Santos responde a pergunta sobre mudança climática”.
Limites: A URL original foi identificada, mas não pôde ser aberta diretamente no ambiente de pesquisa; o áudio/vídeo não foi reproduzido de forma independente.; A formulação exata foi cotejada em duas transcrições públicas do trecho: Agência Lupa e Ceticismo.
Disponibilidade parcial — A página original foi identificada por indexação/cópia, mas não pôde ser aberta diretamente neste ambiente.
-
No JN, Renan Santos erra sobre políticas contra o feminicídio e emergência climática Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Fornece uma transcrição jornalística contemporânea da formulação central e ajuda a triangular o texto da fala.
- Fala sobre adaptação climática: Transcrição contemporânea da frase sobre políticas específicas nas metas de infraestrutura de todos os estados e municípios em regiões problemáticas.
Limites: É uma transcrição jornalística contemporânea, não a reprodução direta do vídeo original.; A conclusão editorial da Lupa usa dados sobre planos formais; esta checagem não adota essa conclusão como evidência e testa separadamente o alcance exato da frase.
Disponível
-
Trecho da entrevista de Renan Santos sobre adaptação climática e infraestrutura Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Preserva o contexto imediato que delimita o objeto da fala como medidas e metas de infraestrutura, não necessariamente planos climáticos integrados.
- 39:50–40:14: Registra a frase sobre políticas específicas nas metas de infraestrutura e, em seguida, os exemplos de manutenção de comportas no Rio Grande do Sul e de intervenção conhecida em Juiz de Fora.
- 39:30–40:14: Registra a pergunta sobre a ausência de política federal estruturada de adaptação e prevenção de desastres, a resposta de Renan e o início de sua explicação sobre infraestrutura.
Limites: O próprio site informa que a transcrição e a classificação são feitas por IA a partir de um fragmento de vídeo público.; O vídeo não foi reproduzido de forma independente nesta checagem; o texto foi cotejado com a transcrição contemporânea da Lupa.
Disponível
-
Transparência em adaptação climática em governos municipais — ITGP-M 2025 Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Mostra uma forte lacuna de institucionalização climática formal nos municípios avaliados, inclusive no PPA, mas também explicita por que esses dados não demonstram ausência de toda medida setorial de infraestrutura na data da declaração.
- Indicadores de transparência e governança: Inclui Plano de Adaptação, planos setoriais, plano de contingência, PPA com metas de defesa civil e PPA com metas de mudanças climáticas.
- Período de coleta e limite metodológico: Dados coletados em portais oficiais entre março e setembro de 2025; práticas existentes mas não publicadas não são capturadas, e nota baixa não implica ausência de ação.
- Lacuna de planejamento climático: 179 de 233 municípios avaliados não publicavam nem Plano de Adaptação Climática nem PPA com metas climáticas.
- Metas de defesa civil e mudanças climáticas no PPA: 42,1% dos municípios avaliados tinham PPA com metas de proteção e defesa civil; 15% tinham metas explícitas de mudanças climáticas. No Rio Grande do Sul, 0 de 10, e no Pará, 0 de 17, tinham metas climáticas no PPA.
- Municípios gaúchos atingidos pelas enchentes: A amostra do Rio Grande do Sul incluía Porto Alegre, Canoas e outros municípios fortemente atingidos pelas enchentes de abril e maio de 2024.
Limites: A amostra de 233 municípios não representa estatisticamente todos os municípios brasileiros.; A coleta ocorreu entre março e setembro de 2025 e pode não retratar a situação em agosto de 2026.; O índice mede informações publicadas nos portais; práticas não publicadas não são capturadas.; Os indicadores não constituem auditoria exaustiva de todas as metas e planos setoriais de infraestrutura.
Disponível
-
Sema inicia elaboração do Plano de Ação Climática da Bahia Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Demonstra que o plano climático integrado estadual estava em elaboração, mas também que ele integraria iniciativas existentes; por isso, não estabelece ausência de medidas setoriais anteriores.
- Início da elaboração e prazo: Em 7 de agosto de 2026, a Sema iniciou a elaboração do Plano de Ação Climática da Bahia; a entrega estava prevista para março de 2027.
- Função do PAC-BA: O PAC-BA será o principal instrumento estadual de planejamento climático, reunindo estratégias de mitigação e adaptação e estabelecendo metas, ações, responsáveis e indicadores; a Sema também informa que o plano integrará iniciativas em andamento.
- Riscos climáticos no território baiano: A Sema registra estiagens prolongadas em algumas regiões da Bahia e enchentes e enxurradas em outras.
Limites: A ausência de um PAC-BA concluído não significa ausência de toda política ou meta setorial de adaptação.; A página foi publicada em 7 de agosto de 2026 e atualizada posteriormente; os fatos usados aqui são o início formal do processo e a função anunciada para o PAC-BA.
Disponível
-
Relatório de Avaliação de Desempenho dos Programas do PPA 2024–2027 — Ano II — 2025 (SEMA) Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Mostra que, antes da elaboração do PAC-BA integrado, o PPA estadual já continha compromisso explícito de adaptação e mitigação, invalidando o uso da simples ausência do PAC como prova de que não havia metas climáticas anteriores.
- p. 45–46 — Compromisso 5: O Programa 433 do PPA registra o compromisso “Potencializar ações de adaptação e mitigação das mudanças climáticas” e metas ligadas a instrumentos da Política Estadual de Mudança do Clima.
Limites: O compromisso é de política climática e não prova, sozinho, que toda medida citada por Renan estivesse dentro de metas específicas de infraestrutura.; O relatório avalia o exercício de 2025 e não oferece um retrato exaustivo de todos os instrumentos vigentes em agosto de 2026.
Disponível
Responsabilidade e transparência
Publicação responsável: Atlas da Mentira.
Encontrou um erro?
Indique o ponto que precisa ser revisto e, se possível, a evidência que sustenta a solicitação. O envio fica privado até análise.