Atlas da Mentira · checagem verificável

Empresa do grupo Mota-Engil tem contrato de cerca de R$ 2 bilhões com o setor público brasileiro no terceiro governo Lula

Não foi possível confirmar a existência do contrato individual de cerca de R$ 2 bilhões mencionado por Roberta Luchsinger. A ECB, do grupo Mota-Engil, anunciou dois contratos distintos com a Petrobras, de R$ 1,61 bilhão e R$ 1,56 bilhão, durante o governo Lula.

A declaração foi feita no singular, sem número ou objeto do instrumento. Os acordos individuais identificados ficam abaixo de R$ 2 bilhões; o mais próximo difere em R$ 390 milhões, embora pudesse ser aproximado informalmente por arredondamento ao bilhão inteiro. Somar os dois (R$ 3,17 bilhões) alteraria a unidade da alegação. A documentação comprova contratos bilionários, mas não qual contrato ela citou; a ausência de identificação também não demonstra inexistência. Não há prova, nesses registros, de intermediação por Lulinha.

Qualificações importantes

A fala empregou 'tem contrato de R$ 2 bilhões', sem identificar instrumento. Os contratos individuais documentados da ECB com a Petrobras são de R$ 1,61 bilhão e R$ 1,56 bilhão. Arredondar R$ 1,61 bilhão para R$ 2 bilhões ao bilhão inteiro é uma leitura informal possível, mas a distância de R$ 390 milhões (19,5% do valor mencionado) e a falta de identificação impedem tratar essa aproximação como confirmação do contrato particular alegado.

A soma aproximada dos dois contratos individuais da ECB com a Petrobras dá R$ 3,17 bilhões; ela não comprova um contrato único de R$ 2 bilhões. Contrato de R$ 4,4 bilhões divulgado em outubro de 2025 pertence a consórcio com participação de 33% da ECB e não é integralmente atribuível a ela.

Valores contratuais anunciados abrangem serviços a executar por 48, 60 ou 50 meses, e não comprovam dinheiro já pago, lucro obtido ou aditamento injustificado.

A existência de contratações é independente da alegação de intermediação por Fábio Luís Lula da Silva. A própria Roberta afirmou não ter informação privilegiada sobre contratos, não integrar negociações e não saber se ele e Amauri discutiram negócios; a apuração desses vínculos requer provas próprias.

  • Veja a íntegra da entrevista concedida por Luchsinger à CNN Brasil Respostas sobre fonte da informação e negócios entre Lulinha e Amauri: Perguntas seguintes: Roberta afirma não ter informação privilegiada e não integrar contratos; indagada se viu negócios, respondeu 'Não sei, porque era em porta fechada e eu não fazia parte disso'.

A concessão Santos–Guarujá foi celebrada no âmbito do governo paulista, com previsão de aportes da União e do Estado. Autoridades públicas estimam investimento total de R$ 6,8 bilhões, mas a Mota-Engil divulgou R$ 7,8 bilhões em janeiro de 2026. As fontes consultadas não conciliam a diferença; valor da PPP, aporte público, aporte privado e contratos diretos da ECB com a Petrobras não são equivalentes.

A Petrobras é uma sociedade de economia mista controlada pela União e sujeita ao regime da Lei das Estatais. Os instrumentos mencionados foram celebrados pela Petrobras, e não diretamente por órgãos da administração federal central.

O que foi checado

Uma empresa do grupo Mota-Engil que atua no Brasil tem um contrato com o setor público de cerca de R$ 2 bilhões durante o terceiro governo Lula.

Forma
Paráfrase
Atribuição
Roberta Luchsinger · Atribuição verificada
Função na época
Empresária entrevistada pela CNN Brasil
Data da declaração
17/10/2026
Contexto
Entrevista concedida ao CNN Prime Time, discussão sobre empresa Mota-Engil, relacionamento de Amauri Pinha com Fábio Luís Lula da Silva e contratos públicos no atual governo.

Como a proposição foi normalizada: Na entrevista à CNN em 17/10/2026, após pergunta sobre contratos da Mota-Engil, Roberta Luchsinger afirmou no singular 'tem contrato de R$ 2 bilhões no Brasil. Durante este governo', sem especificar órgão contratante, instrumento ou objeto. Não converter o enunciado singular em carteira agregada de contratos nem imputar automaticamente intermediação ilícita; 'cerca de' é aproximação interpretativa, não palavra da transcrição.

Tem contrato de R$ 2 bilhões no Brasil. Durante este governo, e a partir do momento em que o amigo, o vizinho, entra na presidência da empresa, isso é questionável.

Contexto original

O que Roberta afirmou sobre contratos

Na entrevista exibida pela CNN Brasil em 17 de outubro de 2026, Roberta Luchsinger disse que uma construtora ligada ao grupo Mota-Engil e ao executivo Amauri Rodrigues Pinha, apresentado por ela como conhecido de Lulinha, tinha 'contrato de R$ 2 bilhões no Brasil' durante o governo Lula. Questionada sobre qual contrato mencionava, não apresentou número, objeto, entidade contratante nem data. A transcrição emprega 'tem contrato', no singular; a notícia da própria CNN sobre o caso fala em 'contratos', no plural. A checagem preserva a unidade individual da fala, sem substituí-la pela soma de acordos.

Roberta disse ter conhecimento de notícias sobre os negócios, mas esclareceu que não possuía informação privilegiada nem participava dos contratos. Perguntada se presenciara Lulinha e Amauri tratando de negócios, respondeu que não sabia, pois as conversas ocorriam reservadamente. Essas ressalvas não desfazem a alegação numérica, porém impedem que o registro da entrevista seja usado como prova de intermediação ou irregularidade.

  • Veja a íntegra da entrevista concedida por Luchsinger à CNN Brasil Respostas sobre fonte da informação e negócios entre Lulinha e Amauri: Perguntas seguintes: Roberta afirma não ter informação privilegiada e não integrar contratos; indagada se viu negócios, respondeu 'Não sei, porque era em porta fechada e eu não fazia parte disso'.

Explicação

Dois contratos com a Petrobras: R$ 1,61 bilhão e R$ 1,56 bilhão

Em comunicado ao mercado de 26 de maio de 2025, a própria Mota-Engil informou que sua participada Empresa Construtora Brasil (ECB) assinara contrato com a Petrobras de aproximadamente R$ 1,61 bilhão. O objeto abrange serviços de manutenção, construção e montagem em plataformas de petróleo em alto-mar. O prazo previsto era de 48 meses.

Três dias depois, em 29 de maio de 2025, outro comunicado da Mota-Engil informou que a ECB celebrara mais um contrato, distinto, com a Petrobras, por cerca de R$ 1,56 bilhão. Os serviços envolvem engenharia, retirada e destinação de linhas e equipamentos submarinos nos campos de Marlim, Marlim Sul e Marlim Leste, em prazo estimado de 60 meses.

Tomados individualmente, os dois contratos da ECB com a Petrobras têm valores anunciados de R$ 1,61 bilhão e R$ 1,56 bilhão; nenhum deles corresponde à cifra de R$ 2 bilhões. O mais próximo, de R$ 1,61 bilhão, fica R$ 390 milhões abaixo do número mencionado — diferença de 19,5% sobre R$ 2 bilhões. É possível arredondá-lo informalmente para R$ 2 bilhões se a aproximação for ao bilhão inteiro, mas isso é uma margem expressiva e não estabelece que Roberta se referia a esse contrato. Somados, os dois acordos chegam a R$ 3,17 bilhões, uma carteira agregada que não pode comprovar a declaração sobre um contrato individual. A Petrobras é uma sociedade de economia mista sob controle da União; os acordos identificados foram celebrados pela estatal, não diretamente por ministério ou órgão da administração federal central.

Explicação

Outros projetos exigem separar empresa, consórcio e ente público

No comunicado de 6 de outubro de 2025, a Mota-Engil anunciou contrato da Petrobras de R$ 4,4 bilhões para obras na Refinaria Duque de Caxias (Reduc). Aqui há uma diferença decisiva: o contrato é de um consórcio no qual a ECB participa com 33%. Logo, R$ 4,4 bilhões não podem ser atribuídos integralmente à construtora. O mesmo documento registrou extensão de contrato da ECB de R$ 200 milhões para serviços na Bacia de Campos.

O grupo Mota-Engil também assinou, por sua subsidiária Mota-Engil Latam Portugal, uma PPP estadual para construir e operar o túnel Santos–Guarujá. Há divergência documental quanto ao investimento total estimado: a Prefeitura de Santos e o portal do governo paulista indicam R$ 6,8 bilhões, enquanto comunicado da própria Mota-Engil, de 29 de janeiro de 2026, anuncia cerca de R$ 7,8 bilhões. Ambos mencionam aportes públicos previstos da ordem de R$ 5,1 bilhões, repartidos entre o Estado de São Paulo e a União. As fontes examinadas não explicam os R$ 1 bilhão de diferença entre as estimativas; não se deve apresentar uma delas como valor consensual. Em setembro de 2025, a Reuters noticiou uma previsão de aporte da Mota-Engil de cerca de R$ 2 bilhões ao túnel, mas aporte privado, investimento total da PPP e contrato com uma estatal são conceitos distintos. Não há base para identificar qualquer dessas parcelas como o contrato individual com o setor público alegado na entrevista.

Contexto e limites

O que os documentos resolvem — e o que permanece sem confirmação

É verificável que a ECB, integrante do grupo Mota-Engil, celebrou contratos bilionários com a Petrobras em 2025. Mas a proposição concreta feita no singular, sobre um contrato público de cerca de R$ 2 bilhões, não fica demonstrada por esses documentos: os valores individuais são R$ 1,61 bilhão e R$ 1,56 bilhão, ao passo que R$ 3,17 bilhões é a soma de dois instrumentos. Embora um arredondamento grosso possa aproximar R$ 1,61 bilhão de R$ 2 bilhões, não há identificação do contrato que Roberta tinha em mente e a diferença nominal é relevante. A busca em comunicados e reportagens não prova que um contrato compatível inexista. Por isso, o ponto singular e numérico permanece sem confirmação, apesar de a dimensão bilionária das contratações do grupo estar documentada.

Não há nestes documentos demonstração de que Fábio Luís Lula da Silva intermediou contratação, recebeu pagamento ou obteve favorecimento. Perguntada se presenciou negociações entre ele e Amauri Pinha, a entrevistada respondeu que não sabia, porque não participava das conversas a portas fechadas. A existência de contratos da Petrobras ou de uma PPP estadual não pode ser convertida em prova de influência pessoal ou ilegalidade.

Fontes

  1. Veja a íntegra da entrevista concedida por Luchsinger à CNN Brasil Entrevista

    CNN Brasil · 18/10/2026

    Alegação original, Contexto

    Contribuição: Estabelece fielmente o enunciado da entrevistada, a incerteza sobre contrato único ou agregado, e suas limitações expressas quanto a negócios e ilícitos.

    • Pergunta sobre contratos da Mota-Engil e resposta de Roberta: Após a pergunta de Iuri Pitta 'De que contrato exatamente a gente está falando?' Roberta menciona 'Tem contrato de R$ 2 bilhões no Brasil. Durante este governo'.
    • Respostas sobre fonte da informação e negócios entre Lulinha e Amauri: Perguntas seguintes: Roberta afirma não ter informação privilegiada e não integrar contratos; indagada se viu negócios, respondeu 'Não sei, porque era em porta fechada e eu não fazia parte disso'.

    Limites: A transcrição foi consultada, não uma reprodução independente do áudio do trecho.; Roberta não forneceu número de contrato, objeto, valor formal, data ou contratante específico.

    Disponível

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  2. Mota-Engil informs about a new contract in Brazil worth around 250 million euros Documento

    Mota-Engil SGPS, S.A. · 26/05/2025

    Evidência

    Contribuição: Comunicado corporativo primário que identifica contratada, contratante, valor, objeto e data de contrato no terceiro governo Lula.

    • Página única — anúncio ao mercado de 26/05/2025: ECB assinou contrato com Petrobras por cerca de R$ 1,61 bilhão para manutenção, construção e montagem em plataformas offshore, vigência estimada de 48 meses.

    Limites: Comunicado emitido pela própria companhia é declaração de parte interessada; não foi aberto inteiro instrumento contratual no portal da Petrobras.; Valor contratado não comprova pagamento integral, lucro, data de execução de cada etapa ou intermediação de terceiros.

    Disponível

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  3. Mota-Engil informa sobre novo contrato no Brasil no valor de cerca de 240 milhões de euros Documento

    Mota-Engil SGPS, S.A. · 29/05/2025

    Evidência

    Contribuição: Comprova segundo acordo distinto e bilionário da ECB com Petrobras, ainda no atual governo, e permite comparação e soma sem misturar consórcios.

    • Página única — anúncio ao mercado de 29/05/2025: ECB celebrou 'mais um contrato' com a Petrobras por cerca de R$ 1,56 bilhão em serviços offshore nos campos de Marlim, Marlim Sul e Marlim Leste, prazo estimado de 60 meses.

    Limites: Comunicado da própria parte contratada, não o contrato integral nem prova de desembolso.; Os valores são aproximados e os serviços se estendem por vários anos.

    Disponível

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  4. Mota-Engil informa sobre assinatura de novos contratos no Brasil no valor de cerca de 735 milhões de euros Documento

    Mota-Engil SGPS, S.A. · 06/10/2025

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Demonstra contrato Petrobras de valor superior, mas atribuído ao consórcio, não à ECB isoladamente; acrescenta aditivo de 200 milhões.

    • Página única — contrato REDUC e participação de 33% no consórcio: Consórcio em que ECB participa 33% assinou contrato Petrobras de R$ 4,4 bilhões, 50 meses, obra na refinaria Reduc.
    • Página única — prorrogação de contrato da ECB: ECB recebeu extensão de 5 meses em contrato de R$ 0,2 bilhão envolvendo linhas flexíveis submarinas.

    Limites: A cifra de R$ 4,4 bilhões corresponde ao valor total do contrato do consórcio, no qual a ECB detém 33% de participação; não pode ser tratada como receita integral da empresa.; O comunicado é da Mota-Engil e não traz dados independentes sobre execução/pagamentos.

    Disponível

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  5. Luchsinger cita relação de Lulinha com construtora portuguesa Documento

    CNN Brasil; Débora Bergamasco, Iuri Pitta, João Ker e Daniel Rittner · 17/10/2026

    Contexto

    Contribuição: Contextualiza a relação entre controladora portuguesa e construtora brasileira e o uso do plural 'contratos' em notícia da própria emissora.

    • Contexto empresarial ECB e Mota-Engil, repercussão: Reportagem diz que a ECB é empresa do Grupo Mota-Engil; reproduz interpretação jornalística da fala como contratos acumulados da ordem de R$ 2 bilhões; houve tentativa de ouvir o grupo sem resposta até publicação.

    Limites: Reproduz declaração da entrevistada, não auditoria autônoma de valores.; Ausência de manifestação do grupo na reportagem não prova qualquer irregularidade.

    Disponível

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  6. Roberta põe Lulinha como lobista de empresa do túnel de Santos Documento

    Metrópoles; Matheus Leitão · 18/10/2026

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Checagem jornalística independente do contexto de concessão estadual; distingue contrato de PPP e aportes União/estado do suposto contrato único de R$ 2 bilhões.

    • Seção 'Que contrato é esse': Apura que a cifra de R$ 2 bilhões não corresponde exatamente a contrato conhecido; descreve PPP estadual do túnel Santos–Guarujá e participação de recursos federais.

    Limites: Coluna de apuração de jornalista; suas avaliações não substituem documentos primários.; Valor de investimentos do projeto de túnel e aportes de parceiros não é volume contratado individual pela ECB.; A cifra de R$ 7,8 bilhões divulgada pela coluna coincide com comunicado da Mota-Engil de 29/01/2026, mas diverge em R$ 1 bilhão da estimativa de R$ 6,8 bilhões apresentada pelos órgãos públicos; os critérios de composição não foram conciliados.

    Disponível

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  7. Mota-Engil informa sobre assinatura do contrato de concessão do túnel Santos–Guarujá Documento

    Mota-Engil SGPS, S.A. · 29/01/2026

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Fonte corporativa primária que fundamenta a cifra de R$ 7,8 bilhões e mostra que se refere ao investimento de uma concessão estadual com aportes previstos, não a um contrato isolado da ECB com a administração federal.

    • Página 1 — investimento anunciado e fontes dos aportes: Mota-Engil informa investimento total próximo a R$ 7,8 bilhões; aporte público até R$ 5,1 bilhões repartido igualmente entre estado de SP e União, restante da concessionária.
    • Página 1 — contratante, duração e obra: Contrato de PPP firmado pela subsidiária Mota-Engil Latam Portugal no estado de São Paulo para túnel Santos-Guarujá, concessão de 30 anos, com construção, operação e manutenção.

    Limites: Comunicado emitido pela concessionária interessada; cifra é estimativa de investimento do projeto, não valor já pago nem receita diretamente contratada por ministério.; Difere em R$ 1 bilhão da estimativa de R$ 6,8 bilhões divulgada por fontes governamentais; o método de composição da diferença não foi esclarecido.

    Disponível

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  8. Leilão do Túnel Santos-Guarujá marca conquista histórica para mobilidade da região Documento

    Prefeitura de Santos · 05/09/2025

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Fonte governamental sobre o projeto e seu orçamento público estimado, que explicita a divergência em relação ao comunicado empresarial de janeiro de 2026.

    • Valor de investimento e aportes: Prefeitura apresenta valor de investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões e aporte público de R$ 5,1 bilhões dividido entre União e Estado de São Paulo.

    Limites: Apuração municipal publicada em setembro de 2025, anterior ao contrato assinado em janeiro de 2026; a estimativa de R$ 6,8 bilhões também foi mantida em comunicações governamentais posteriores.; Informação pública sobre projeto, não contrato integral nem conciliação técnica das estimativas empresariais posteriores.

    Disponível

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  9. Túnel Imerso Santos–Guarujá — projetos contratados Documento

    Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Registra a estimativa apresentada pelo órgão paulista responsável pelo projeto na sua página vigente; não apresenta conciliação da diferença de R$ 1 bilhão.

    • Quadro de investimento e aporte público: Quadro oficial acessível em versão indexada informa investimentos estimados de R$ 6,8 bilhões e aporte público de R$ 5,14 bilhões em PPP de 30 anos.

    Limites: A página não pôde ser aberta integralmente no acesso automatizado; valores consultados apenas no extrato indexado e corroborados com fonte municipal acessível.; Não prova a composição da diferença para a cifra de R$ 7,8 bilhões publicada pela concessionária.

    Disponibilidade parcial — Acesso direto da página via consulta automatizada foi bloqueado, mas o conteúdo indexado pôde ser lido em resultado do buscador e o valor foi corroborado em página integral da Prefeitura de Santos.

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  10. Perfil — estrutura acionária da Petrobras Documento

    Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras)

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Fundamenta a correta natureza jurídica da contraparte dos contratos anunciados pela Mota-Engil.

    • Estrutura Acionária: Petrobras informa ser sociedade de economia mista sob controle da União.

    Limites: Página institucional de perfil acionário, não os instrumentos de contratação específicos da ECB.

    Disponível

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  11. Conheça a Lei das Estatais — Petrobras Documento

    Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras)

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Distingue contratações de uma estatal de economia mista dos contratos diretos por ministérios e administração federal central.

    • Conheça a lei das estatais: Petrobras, sociedade de economia mista, informa sujeição às regras de licitações e contratações da Lei 13.303/2016 e ao Regulamento de Licitações e Contratos Petrobras.

    Limites: Explicação geral do regime jurídico, não verificação de licitação específica da ECB.

    Disponível

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  12. Mota-Engil sinaliza investimento de cerca de R$ 2 bi em projeto do túnel Santos-Guarujá Documento

    Reuters (republicação UOL) · 09/09/2025

    Evidência, Contexto

    Contribuição: Demonstra que a cifra de cerca de R$ 2 bilhões também circulou como previsão de aporte privado do grupo ao túnel, conceito diferente de valor de contrato público.

    • Notícia Reuters de 09/09/2025: Em setembro de 2025, grupo Mota-Engil indicou que investiria aproximadamente R$ 2 bilhões de recursos próprios no túnel; valor total então estimado em R$ 8 bilhões, antes da assinatura.

    Limites: Relato da imprensa sobre expectativa em fase pré-contratual; não é prova de que essa era a cifra referida por Luchsinger.; Estimativa preliminar anterior aos comunicados de janeiro de 2026, não constitui pagamentos efetuados.

    Disponível

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Publicação responsável: Atlas da Mentira.

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